quinta-feira, 12 de abril de 2012

Reciclagem dos simbolos do Reiki

RECICLAGEM DE REIKI II

Convido você que já fez o nível II do Reiki a participar do encontro em que vamos reciclar os símbolos, desenhos e pratica.

O tempo e a vida muitas vezes deformam a lembrança dos desenhos e uso dos símbolos, até, à vezes, são “apagados” da mente consciente por falta de uso ou porque no momento a mente estava ocupada com outros assuntos.

Vamos passar algumas horas da tarde, relembrando os desenhos,tirando duvidas, praticando e fazendo uma auto-avaliação.

No nível I o aprendizado sobre entrar em contato com seu interior, com sua sabedoria pessoal – o contato com sua alma através do realinhamento da iniciação que permite, além do auto-tratamento, cuidar de tudo que está ao alcance da vista : o concreto.


O nível II do REIKI lida com a realidade abstrata, é a profunda compreensão que Mikao Usui obteve sobre purificação, cura e transformação.
Este aprofundamento da técnica oferece o treinamento com símbolos que “despertam” áreas adormecidas do cérebro.

Essas áreas promovem uma forma diferente e sutil de comunicação para :

*Uma forma eficiente de meditação

*Ampliação de percepção e expansão de consciência através de um campo mais forte de Energia
*Compreensão e dissolução de bloqueios conscientes e inconscientes
*Envio da Energia Reiki à distância onde a vista não alcança e, também, para o passado e para o futuro


Data:22 de Abril, domingo – 14h às 18h em Santos
Valor: R$ 60,00

Avise antecipadamente sobre sua participação.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Os vícios da solidão

Remédio demais, comida demais, exercícios demais, sexo demais, procura demais, sedução demais, compras demais, café demais, cigarro demais, coca-cola demais, cigarro demais, falatório demais, álcool demais, viagens demais, economia demais, família demais, dívidas demais,
trabalho demais, maquiagem demais, festas demais, isolamento demais, jogos demais, internet demais...

assim vivem os solitários.
Conheço uma pessoa exemplo para cada um dos padrões, acredito que você também; aliás alguns padrões percebo clara ou disfarçadamente em mim mesma.

A questão é: quando chega o “demais”?
É o momento em que quando não atendemos o desejo, perdemos a alegria; então o desejo se transforma em apego e esse desejo/apego se torna o senhor das nossas escolhas, nos controla e perdemos o espaço da liberdade.

Essa busca incessante de alívio para a solidão dos que se abandonaram na falta de reconhecimento das pessoas, de pessoas que eram importantes na sua vida de criança, de adolescente, jovem ou adulto.
Essa sensação de desvalorização é o berço gelado do complexo de inferioridade.
Os vícios parecem encobrir a falta de afeto enquanto anestesiam a vida, aparentemente, vazia.

Mas...por que não nos ensinaram desde pequenos que somos nós a pessoa mais importante para nos dar reconhecimento e afeto? Nós somos, ou deveríamos ser, nossos melhores amigos.
Os outros, eles também estão ocupados nas suas buscas para encontrar suas soluções; provavelmente eles também não tiveram ninguém que os ensinasse a autonomia do afeto.

A opinião e comportamento dos outros....ora, pertencem ao outro. Pra que deixamos colar as críticas? Pra brincar de vítima? Essa história sempre acaba mal. No final os outros sempre acabam “indo pra festa” e a vítima fica cada vez mais embrulhada na tristeza.

Afeto é troca; como é possível esperar encontrar fora o afeto quando nem sequer é possível sentir afeto incondicional por si mesmo?
Afeto incondicional é compaixão; compaixão é a compreensão lúcida e bondosa da realidade de cada um, em seu próprio mundo.
Somos todos sobreviventes imperfeitos, mas somos sobreviventes.
A história de cada um sempre daria um romance.
Reconhecer nossos esforços para ir vivendo e tentando encontrar a felicidade é uma questão de auto-respeito, de aprender a se honrar.

Quando um vício é bloqueado sem despertar auto-valorização nesse lugar, esse vício brota em outro vício.

Portanto, se você cultiva um vício ou conhece alguém mergulhado em um vício, dedique compaixão e ajude a descobrir autonomia do afeto em si mesmo, é uma boa saída para reencontrar a alegria.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Silêncio, a pausa de ouro

“Penso 99 vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio – e eis que a verdade se me revela” Albert Einstein

“Vem comigo, vem
Já tenho quase tudo que me basta
A flor no pasto
A mesa posta
Minha música e teu calor
Agora só me falta aprender o silêncio.” O Silêncio Zeca Baleiro


Vivemos num mundo que nos distrai permanentemente. Existem varias coisas interessantes nos solicitando para todos os lados que olhamos; informações, sustos, produtos, serviços, viagens, diversões, profissões, especializações, doenças, sensações, internet, globalização etc etc etc

Tanta tecnologia criada para facilitar a vida e oferecer mais tempo para aproveitar, mas nos ocupamos tanto com as novidades e possibilidades que o tempo parece é encurtar cada vê mais.

Assim nem sobra tempo para se perceber, se ouvir e sentir a consciência; sabe para que serve fazer silêncio? Para encontrar respostas, fazer escolhas lúcidas e compreender a realidade.

Como ? fazendo silêncio para encontrar a tua natureza ilimitada, a tua verdadeira essência.

Não é um hábito da nossa cultura aprender a fazer silêncio de forma criativa.
O silêncio é o oposto à distração.
O silêncio é diferente de isolamento, da preguiça, de fuga das situações e dificuldades.
O silêncio não é para se excluir do mundo, muito menos para se distanciar das pessoas próximas ou distanciar o outro.
O silêncio é uma possibilidade de ouro para perceber o que agita a mente, ruídos, ansiedades, tristezas,doenças, medos. Esse treinamento de percepção nos torna mais presente.

Fazer silêncio por alguns minutos diariamente, uma ou varias vezes, é um presente que podemos nos dar para purificar nossas aflições, como se fosse um antídoto.
Silenciar a mente produz lucidez porque “decanta as impurezas” e torna a mente límpida.

É delicioso descobrir o valor da pausa, com ou sem motivo.

Uma sugestão interessante que ouvi de uma amiga de Sangha, a Dani: ter o costume de ao chegar em casa depois de um dia de atividades, soltar tudo e ficar 5 minutos sem fazer nada, sem querer resolver nada, apenas sentindo a energia circulando pelo corpo.
Confesso que estou tentando, mas como a força dos hábitos nos controla, preciso deixar recados perto da porta de entrada para lembrar dessa sugestão.

As estátuas de Buda também são um convite lindo ao silêncio, mesmo em meio a tantos ruídos.

Divirta-se no silêncio da cada dia.
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domingo, 1 de abril de 2012

Bos momentos em que a vida parece tão pobre....

Conheci durante uma viagem “Maria” que comentou sua sensação de durante sua vida não ter feito nada de importante.

Aquela sensação que ficaram vários buracos por preencher? Perguntei.


E ela respondeu:
Parece que me classifico como um ser de segunda linha. Até infantil,
não vivi um romance significativo e acolhedor,
nem sequer tive um trabalho fixo e rentável o suficiente para me manter
por trás das imagens criadas nos meus porta-retratos, sei que a vida foi bem menos interessante do que aparece,
fiz um monte de coisas só para parecer que estava ocupada
quando estou num momento honesto, admito que a preguiça foi minha companheira a maior parte do tempo e ela me seqüestrou de vários projetos
além de tudo isso, procurei em varias “fés mágicas” a solução para minhas limitações
mas hoje preciso admitir que na verdade não existem milagres,
milagre é algo que não consigo explicar
sorte é sempre é fruto de bastante esforço, persistência e trabalho focado.
as dependências que eu criei tiveram enorme poder sobre minhas escolhas e decisões,
enfim.... a vida poderia ter sido bem mais divertida e colorida.

Talvez você também conheça alguém com essas sensações.Que triste ! e isso me fez lembrar que em alguns momentos eu também me senti assim.....

Que sensação desgastante e deprimente!!!!!
Isso acontece porque vivemos lutando com as comparações e seus julgamentos.

Sempre que julgamos algo como bom ou ruim, estamos comparando com algo oposto; estamos usando uma régua para avaliar.

Régua = medida para medir e avaliar.

Mas....que determinou que essa é a régua certa?
Ou melhor, porque aceitamos que essa é a régua certa? Quem nos deu? Que importância tem essa pessoa na nossa vida?

Resposta: essa pessoa representa toda a autoridade com quem convivemos na infância que criou nosso censor pessoal, íntimo. A partir da régua deles fomos construindo nossa própria régua; na fragilidade e dependência da infância, teríamos que imita-los para ser queridos. E imitar perfeitamente.

Houve réguas de pessoas estáveis, coerentes e alegres.
Houve réguas de pessoas que foram uma fraude e doutores em manipulação.
Bem..isso era problema deles; o nosso problema é que construímos nossas réguas a partir de seus exemplos e AS USAMOS ainda adultos!!!!!

Essas réguas são censores que muitas vezes impedem as mudanças, nos impedem de crescer, impedem a realização de nossas vontades, nossas originalidades, nossas vocações e impedem de enfrentar desafios e lidar com as frustrações.
Esse censor interno sempre promete uma bronca e um castigo se você arriscar e perder; ou como diria minha mãe: se eu experimentasse sair da linha.
E pior, esse censor é o responsável pelas dependências a que vamos nos rendendo.

Saia, viva, experimente, se der errado, tente de novo, de outra forma, mas seja livre.
Ser um errado é uma visão totalmente distorcida: ninguém, ninguém mesmo, é certo ou errado; nosso potencial criativo está sempre pronto a ser desenvolvido,

basta querer e renunciar ao jogos oportunistas e aos jogos de vingança, mimo e preguiça.

Sorria para tua liberdade “Maria”, você merece !!!!!! sempre é tempo de recomeçar, sempre há o que recomeçar.

terça-feira, 20 de março de 2012

De quem é a culpa?

Lembro com saudade(????) os tempos em que eu pensava que a culpa era dos outros....era mais fácil, mas....acontecia uma coisa estranha, as situações nunca se resolviam, muitas vezes até iam piorando e ficava aquela confusão.

Até que um dia descobri através de mãos sábias e muita coragem que eu tenho sempre grande parte de responsabilidade em tudo aquilo que me acontece.

Mas ops...descobri também que assim fica mais fácil, porque se depende de mim cabe a mim escolher a saída, ops....que libertação: as soluções não dependem dos outros!!!!!

Mais incrível ainda é quando a culpa recai na vida.

Existem crenças que autorizam essa postura:
“dei o sangue pela minha família”
“a vida é muito difícil”
“a vida é uma batalha”
E uma bastante grave,
“na vida a gente tem que engolir sapos para ter sucesso”
Com certeza você conhece varias outras afirmações dolorosas .

A questão é que se alimentamos essas crenças, se acreditamos nessas crenças,
nossas escolhas precisarão comprovar essas teses.
E ainda mais sério, quando essas crenças foram herdadas da família e amigos com quem fomos criados, fica bastante complicado fazer mudanças nas crenças porque vamos “desautorizar nossa sagrada casa de infância”....que pecado(????).!!!!!

Mas o que dizer das pessoas que estão razoalvemente satisfeitas e não concordam com essas idéias sobre a culpa própria da vida.

Se essas idéias fossem realmente verdadeiras serviriam para qualquer pessoa, em qualquer época, em qualquer situação.
Será que Jesus pensava assim?será que ele morreria por seu ideal de amor ao próximo?
E Buda? Teria ele se acomodado com as leis do reino de seu pai, engolido as contradições e deixado de ir procurar novas soluções para a nossa vida?
E Gandhi? O que teria sido da Índia se ele acreditasse que fosse natural engolir os sapos que a Inglaterra jogava neles....?
E Madre Tereza de Calcutá? será que ela abandonaria seus doentes para agradar aos poderosos?
E Dom Helder Câmara? teria ele calado suas verdades, esvaziado seus bolsos para ganhar mais importância?

A sabedoria talvez seja descobrir qual a fronteira entre a autonomia com colaboração e a submissão.
Pra mim percebo que chego na fronteira quando começo a perder a alegria, quando meus olhos começam a perder o brilho.

A questão é como encaramos as situações difíceis:
Elas podem ser obstáculos em que nos apoiamos para encontrar novas soluções.
Podem ser espelhos em que refletimos nossas atitudes.
Podem ser, também, apenas mais uma seta para mudar o rumo.

Quando não colocamos poder na situação - boa ou desagradável -e descolorimos o drama, elas não tomam nosso poder, elas aparecem apenas como mais um episódio.

Como sempre o lugar onde tudo reside é dentro de nós, a mudança é por dentro de nós, não fora.

Sobre colocar o poder fora, inclusive a culpa li uma pequena história divertida do Mestre Ajahn Chah :

Um homem estava com uma coceira no traseiro.
Ele coçou a cabeça.
A coceira nunca passou
.

Colocar desculpas antigas,culpar os outros ou a vida é como ter uma coceira no bum-bum e coçar a cabeça.....

terça-feira, 13 de março de 2012

Perdão e vinganças

Because someone doesnt love you the way you want them to

Doesnt mean they dont love you with all they have

Unknown

“porque alguém não te ama da forma que você quer, não significa que ele não te ama com todo o amor que ele tem”
Autor desconhecido


Cada um tem sua forma de demonstrar afeto e cuidado mas nem sempre a pessoa para quem isso está sendo dirigido se sente amada e cuidada.

Sentir-se amado tem a ver como cada um consegue preencher sua sensação de carência; e cada um é carente a sua moda e de forma particular.

Já ouvi comentários tipo; ela não gosta de mim,.... nem cozinha para mim....
Ele não gosta de mim,.... nunca me presenteia.
Etc etc

Se sentir mais ou menos amado parece que está ligado às expectativas e, as frustrações são resultado dessas expectativas frustradas, ou seja, olhamos para o que não recebemos ao invés de valorizar o que estamos recebendo.

Mas então....se não recebemos estamos olhando para que?????
Estamos olhando para ilusões...parece até loucura, alucinações das carências.

Acabo de ouvir de uma colega de estudos a prof.Isabel, que esse comportamento de olhar o copo meio vazio ao invés de meio cheio, também é fruto da nossa cultura e sistema capitalistas que enfatiza o olhar para a falta afim de que nos tornemos consumidores vorazes!!!!!!

Muito se fala sobre perdoar e pouco adianta porque falar e raciocinar não é sentir; e sem sentir não existe espontaneidade.
Até onde consegui perceber, sinto necessidade de perdoar as pessoas e situações que me fizeram sentir desvalorizada.
Aliás, a vontade de vingança vem da mesma sensação de desvalorização.

E sentir-se desvalorizado tem a ver com as sementes de complexo de inferioridade que todos carregam.

Não querer ou conseguir perdoar é uma forma de não libertar o outro; mas na verdade, quem não se liberta é a própria pessoa.

Esses “jogos psicológicos” são bem malucos, mas desvenda-los pode ser até divertido.

Existe uma frase/ intenção que já me ajudou muito a me libertar dessas situações de desrespeito e/ou desamor:

Coloque o nome e a função que a pessoa ou situação exerce na tua vida e sempre que se lembrar do desagravo, repita a prece

Eu te perdôo (nome....) por você não ser a/o (função....)que eu queria eu você fosse.

Por ex.: eu te perdoo xxxxx por você não ser o chefe que eu queria que você fosse.

Mas o que é bom messssssmo é fazer essa frase para nós mesmos:

Eu me perdôo por não ser a pessoa que eu queria ser.
Eu me perdôo por não ser a pessoa que eu pensava ser.
Eu me perdôo por não ser a pessoa que os outros queriam que eu fosse.

Então...
Que bom descobrir que sou simplesmente um ser em treinamento: aprendendo a sobreviver, a viver e a conviver como todos os outros seres e situações: igualzinhos!!!!!!!!!

sexta-feira, 2 de março de 2012

O que dar aos filhos, amigos e amores

O escritor português José Saramago deixou um parágrafo sobre a definição sobre filhos:

“ Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? foi apenas um empréstimo.”

Recentemente num dos filmes que assisti, talvez Os descendentes, uma das falas era:

“dar aos filhos o suficiente para que façam algo, nunca demais para que não façam nada”

Essas idéias podem até ser extendidas a outras relações, às amizades, aos amores, aos familiares, aos vizinhos, às pessoas com e para as quais trabalhamos, não é?

O Budismo tem a sugestão de tratar a todos como se fossem suas mães; porque no Tibet as mães têm um alto IBOPE, no ocidente ( segundo Lama Padma Samten) a psicanálise parece que foi a responsável por diminuir esse IBOPE; então eu trocaria por:
Trate todos como se fossem seus filhos; e na hipótese do renascimento contínuo, podem ser filhos mesmo, ter sido ou serão.

*Conviver com todos como se fossem relações emprestadas e são, porque as relações são todas temporárias.
*Conviver com todos com bondade amorosa.
*Conviver deixando exemplos de respeito e, para isso, ralando nossos piores defeitos.
*Conviver com dignidade é um ato de coragem.
*Conviver sem a garantia das certezas e apostando na alegria para aproveitar cada dia e diminuir o medo de perder.
*Conviver dando demais ou de menos, difícil descobrir o limite !!!!!!

*Conviver com a gratidão pelas oportunidades e encontros que a vida vai nos dando.


“Que você seja feliz, se sinta livre
Que você supere o sofrimento, tuas aflições
Que você encontre as causas da felicidade, a compreensão das aflições
Que você supere as causas dos sofrimentos, a ignorância
Que tuas marcas mentais – impulsos automáticos e negatividades sejam dissolvidas
Que surja em você uma lucidez completa e instantânea para tudo e para todos
Que você traga vasto benefício e alívio para a vida de todos os seres
Que você encontre nisso a fonte da tua Energia e da tua Alegria”
PRECE DE METABAVANA