quinta-feira, 21 de maio de 2020

Live com SS Dalai Lama



Good morning cumprimentava ele quando aqui ainda era Boa noite.
No último final de semana que passou em 2 dias junto com budistas e não budistas participei da experiência de uma Live com SS Dalai Lama; algo impensável..... assistir ao Mestre maior do Budismo falando para uma máquina...sozinho.
Ele estava na sua casa que apareceu toda decorada com flores, o mundo compartilhando da sua intimidade neste tempo de isolamento mundial. Todos comentando o mesmo assunto, passando muito rapidamente frente às perdas, pelo mesmo espanto do imponderável, da impermanência causados por um vírus ameaçador.
Esse vírus tão invisível e invasivo está simplesmente cumprindo sua missão: procurar um hospedeiro, encontrar acolhimento e reproduzir-se, lei da vida no planeta.
O XIV Dalai Lama falava sozinho sobre o texto “Preciosa Guirlanda” de Nagarjuna escrito no sec. II d.C.  sobre o que fazer para um bom renascimento .....neste tempo de tantas mortes através dos “16 fatores” (colocados abaixo) que é o tema que estudamos atualmente sobre as “10 Ações negativas”.
Ele estava na sua casa em - Dharmarasala – norte da Índia aos pés do Himalaia - com janelões na varanda e, do lado de fora, sentadas em almofadas em cada janela, tradutoras simultâneas. O ensinamento foi repassado em 13 idiomas. Todos ouvindo, pensando e refletindo juntos.
Pela maravilha da internet tudo continua gravado em www.dalailama.com  e/ou Tibet House do Brasil pelo Facebook.
Ele terminou sugerindo a repetição de 6 mantras e com a promessa de empowerments (iniciações) on line dia 30 e 31 de Maio sobre o Buda da Compaixão, o Buda que ouve os sons do mundo:  Tchenrezig (no Tibet) ou Avaloktsvara ( na Índia) , o Buda a quem os terapeutas, médicos e pessoas solidarias recorrem.
Mantra de Buddha Shakyamuni
OM MUNI MUNI MAHA MUNIYE SWAHA

Mantra do Buddha da Medicina
TAYATA, OM BEKADZE BEKADZE MAHA BEKADZE BEKADZE,
RADZA SAMUNGATE SWAHA

Mantra de Tara
OM TARE TUTTARE TURE SWAHA

Mantra de Avalokiteshvara (Chenrezig)
OM MANI PADME (PEME) HUM

Mantra de Guru Rinpoche (Padmasambhava)
OM AH HUM BANDZA(VAJRA) GURU PEMA SIDDHI HUM

(Prece a JE TSONGKHAPA) MIGTSEMA
MI MED TSE-WE TER CHEN CHENREZIG
KHYEN-PO WANG PO JAMPEL-YANG
PUNG MA LU JOM DZED SANG WE DAG
GANG-CEN KHE-PE TSUG-GYEN TSONG KHA-PA
LO-ZANG DRAG-PI ZHAB LA SOL WA DEB
Vós Avalokiteshvara, o grande tesouro da compaixão equânime; (não conceitual).
Vós Manjushri, o senhor da sabedoria imaculada;
Vós Vajrapani, o subjugador de todos os demônios sem exceção;
Vós Lobsang Dragpa, ornamento da coroa dos sábios da terra das neves;
Aos Vossos pés, eu suplico, (que todos os seres sencientes alcancem a iluminação).

Pode ser recitado a qualquer hora, em qualquer lugar, o maior número de vezes possível. Quem recita recebe os benefícios das bênçãos de Avalokiteshvara, Manjushri e Vajrapani.
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OS 16 FATORES NECESSÁRIOS PARA TER UM RENASCIMENTO SUPERIOR
- São os versos 8, 9 e 10 do Cap. 1 da Grinalda Preciosa de Nagarjuna –

(São três relacionados às ações do corpo)
1- Não matar;
2- Não roubar;
3- Não cometer conduta sexual errônea (Adultério, traição, incesto etc).

 (Quatro relacionados às ações da fala)
4- Abster-se completamente de mentiras,
5- Falas divisivas (que causam divisões, separações),
6- Falas desagradáveis (Abuso por meio de palavras),
7- Conversas ociosas, conversa fiada.

 (Três relacionados às ações da mente)
8- Abandonar completamente : cobiça,
9- A intenção prejudicial,
10- E as visões dos niilistas (Nagarjuna adiciona mais esses três)
11- Não beber intoxicantes.
12- Ter meios de vida honestos.
13- Não prejudicar.

(ADOTAR as práticas da:)
14- Generosidade;
15- Reverenciar aqueles dignos de reverência;
16- Amor incondicional

Em resumo, esta é a prática.


Aproveite!





quinta-feira, 14 de maio de 2020

O poço - o filme




Ou... o fundo do poço, 333 andares abaixo da fartura....
Pediram para assistir ao filme “o Poço” e tentar ver alguma ligação com os ensinamentos budistas.
Superando a estética agressiva do filme, vamos aos comentários:
Um dos temas do Budismo é a Roda da Vida, uma tentativa de explicar os desafios, perdas, dúvidas, acomodações e emoções aflitivas que todos vivemos. Andamos por essa Roda visitando reinos, aflições, obscurecimentos às vezes até num mesmo dia, através de nascimentos e renascimentos. Isto é o Samsara.
Nessa Roda existem 4 círculos.
No terceiro círculo ficam colocados 6 reinos  - 3 superiores, 3 inferiores - de desafios e aprendizados:
Reinos dos “deuses” – do orgulho mas também da possibilidade de compaixão
Reino dos guerreiros – da inveja mas também da possibilidade do regozijo
Reino dos humanos – dos apegos ilimitados mas também da amplidão das fronteiras
Reino dos animais – da acomodação mas também da possibilidade do conhecimento
Reino dos infernos – das raivas mas também da possibilidade da bondade amorosa
Reino dos fantasmas famintos – da avareza mas também da possibilidade da generosidade
É neste último reino que percebo conexões entre o filme e o Budismo.
Resumo do filme: em um mundo distópico, existe uma instituição penal/educativa chamada de O Poço. Em cada nível existem duas pessoas que são alimentadas por uma plataforma/mesa que desce com comida. Os níveis superiores podem comer bem e, à medida que a mesa desce, as celas inferiores recebem pouco ou nada.
O filme trata de uma metáfora óbvia: a sociedade é desigual e os de cima não se preocupam com os de baixo, é “comer ou ser comido”.
É o mesmo tema do Reino dos fantasmas famintos:  lugar dos ciúmes, da avareza e da insatisfação onde os seres nunca se saciam, estão permanentemente insatisfeitos, egoístas, pensando o tempo todo na sua comida, na sua bebida, insaciáveis e sempre nos telhados sem conseguir “entrar numa casa”. Seres de pescoço muito estreito e comprido, barriga bem grande sempre vazia, com pernas e braços flácidos.
Mas os Budas visitam todos os reinos e mesmo no reino dos espíritos famintos quando reconhecidos e ouvidos, são despertadas sementes de generosidade, solidariedade e acontece a liberação dos sofrimentos desse reino.
Em “alguns momentos” visitamos esse reino.... mas lembrar de ser útil aos outros de alguma forma – um sorriso, um telefonema, uma doação, uma visita - ajuda a escapar das armadilhas de escuro lugar interno... egoísta e pobre.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Vesak


Vesak


Este será o VESAK da pandemia, o Vesak 2020.

É uma comemoração realizada na Lua Cheia do mês de maio em que, na tradição do Budismo, Sidarta Gautama, o Buda, nasceu, se iluminou e morreu.
As práticas realizadas nessa Lua são bastante auspiciosas.
 Pensamentos, falas e ações se multiplicam muitas vezes.
Na tradição da escola Nigma do Budismo Tibetano todos os meses na Lua Cheia são feitas práticas de Prajnaparamita.

Prajanparamita quer dizer perfeição da sabedoria.

Assim ouvi e aprendi com Lama Padma Samten:
“Prajnaparamita é um treinamento para olhar de um novo jeito as experiencias que vivemos.
Consideramos as experiências físicas, mentais e emocionais como fixas, sólidas, pois nos relacionamos com as aparências e não com os substratos ( o que existe além das aparências).
Uma mesma experiência adquire muitas formas, por isso forma é vacuidade – não existe de forma independente, não existe por si só.
As Formas são mágicas. Onde quer que olhemos, nos relacionamos com formas, todas elas construídas, impermanentes, em permanente mudança.
Tudo é transitório. TUDO.
Nossa liberação ocorre pelo riso e não pela seriedade, não pela força; nós não temos que destruir o mundo.
Nós sorrimos para ele.
Como alguém que repentinamente se vê de forma mais ampla do que se via.
O Samsara não é negativo, o Samsara é lúdico. Nós sofremos dentro do Samsara como as crianças também sofrem, por coisas muito simples.
Samsara é a experiência circular de nascimentos, mortes e renascimentos dos seres sencientes – seres que migram de um nascimento a outro.
          Nossa dor no Samsara está ligada a energia, aos impulsos; nós não só não vemos essa energia como tomamos obediência a ela como nosso refúgio fundamental.
A única forma de superarmos isso é compreendermos este processo e sorrirmos!
Essa energia é o sangue do Samsara, é o que o movimenta.
Precisamos não só entender o Samsara, mas temos de absolver o Samsara, liberá-lo, iluminá-lo.
 Pensar, contemplar e repousar sobre formas, sensações, percepções, condicionamentos e identidades vendo todos eles como fenômenos sempre em transformação.
Assim geramos o olhar do Prajnaparamita.”


quinta-feira, 30 de abril de 2020

A vergonha é um pântano




Todos sentem vergonha.
A vergonha é um monstrinho que diz que você não é bom o suficiente e a opinião dos outros é muito importante para que você seja feliz.
 O que muda é como cada um guarda suas vergonhas, como cada um as enfrenta ou esconde.
Vergonha do corpo, do trabalho, da casa, dos filhos, da falta de cultura, da família, da doença, dos vícios, dos romances, do envelhecimento de pouco ou muito dinheiro....é que sentir vergonha é humano.
Vergonha nos afasta da nossa verdadeira natureza, do nosso valor pessoal, nos afasta da nossa história, cria uma farsa para provocar uma boa avaliação dos outros.
Vergonha é a mãe do auto engano.
A vergonha nos afunda.
A vergonha é o pântano da alma, ela machuca nossa verdadeira natureza livre; a vergonha nega nossa verdadeira história.
Aí você silencia.... ou mente, ou agride, ou chora, ou disfarça, ou sua, ou treme, ou a boca seca, ou sorri com aflição.
De nada adianta anestesiar as vergonhas com comida, compras, drogas, bebidas, trabalhando demais, cuidando demais dos outros, da casa, com escolhas arriscadas etc
É preciso coragem para dissolver as vergonhas.
A vergonha não gosta de ser contada, ela gosta de sigilo e disfarces.
 A vergonha não contada se alastra e controla cada vez mais.
A vergonha adora os perfeccionistas, aqueles que foram criados aguardando e se esforçando por elogios ansiosamente.
O perfeccionismo é auto destrutivo porque nada é perfeito.

*Um bom caminho é encontrar alguém para falar sobre a vergonha; mas.... escolher a pessoa certa, que saiba ouvir sem julgar, que seja flexível, alguém que te valorize, alguém que também saiba lidar com as próprias sombras e que possa acolher tuas fraquezas e forças.
Falar sobre as vergonhas com a pessoa certa tira o poder delas e devolve alegria.
*Cultivar refúgio na Fé, num credo na força da natureza:
     um lugar de mistério em que encontramos Coragem para acreditar no que não podemos ver e Forças para nos libertarmos de nossos medos e incertezas.
*Cultivar o mantra pessoal: tudo bem ser quem sou! Tudo é transitório!
*Respirar e expirar coragem: assumir nossa história pode ser difícil mas nada é mais perigoso e triste do que desistir das descobertas, dos encontros e da alegria.
*E repetir sempre a oração da serenidade:
“Que eu possa ter serenidade para aceitar o que não é possível mudar.
Coragem para mudar as que podem ser transformadas.
E Sabedoria para entender as diferenças.”
Gratidão a Brené Brown pela inspiração para este texto









quinta-feira, 16 de abril de 2020

Insultos, de quem e pra quem




No encontro de ontem conversamos sobre situações em que nos sentimos insultados.
Essa sensação de alguém falou algo e veio como uma flecha no estômago; essa sensação de se sentir injustiçado.
E que dói mais quanto mais próximo o agressor é da gente.
Pode ser que estamos dando poder demais a ele; ou porque gostaríamos de ser admirados e o comentário chegou às avessas.
Seja qual for a explicação, com certeza, é uma situação para “ralar”  ego, ou seja, para “ralar” a importância que pensamos ter.
A reação de treinamento é Ação de Poder, treinar manter a estabilidade frente às situações. Difícil ...mas dá para treinar, reforçando a estabilidade – qualidade do elemento terra:
manter-se imóvel, sem reação, como uma montanha por pelo menos 3 minutos, não responder e reconhecer que a opinião do outro é do outro; pode ser um comentário que procede ou apenas “uma boca falando”... se tivesse comentado em japonês não ia doer nada.
“se a gente não aceita o presente que alguém está dando, volta para ele” .....conta o conto.
Agora deixando o “coitadinho de mim” de lado:
 e quando somos nós que jogamos em alguém o insulto através de palavras, olhares, ações ou gestos?
Você se lembra de algum episódio?
........
Lembra como estava teu estado mental nesse momento?
Eu me lembro de várias situações e em todas eu estava “num escuro”....de raiva, apegada a minhas crenças, insegura, ameaçada, preguiçosa, invejosa .....mergulhada nas minhas sombras.
Então ....não existem culpados e inocentes, apenas seres humanos  imperfeitos tentando ser felizes.
Vamos nos tratar com compaixão uns aos outros e a nós mesmos. Apenas isso.




quinta-feira, 9 de abril de 2020

Mitzvá Terapia



Tenho escutado muitos amigos sobre seus medos, ansiedade, desconfiança, sensação de vulnerabilidade.
Neste momento da humanidade existem 3 grupos de pessoas: os alienados sem noção, os tolos que não acreditam nas evidências e os confusos.
Espero que você esteja no grupo dos confusos! Você está lúcido!
Mas...o que fazer com esses medos?
Em 1988 Sol Gordon nomeou seu trabalho de “Mitzva Therapy”, ajudar a si mesmo ajudando os outros num sistema de grupo de apoio.
Essa terapia é um mecanismo para ganhar controle sobre o medo ou profunda tristeza através da ajuda a quem está ainda mais necessitado.
Mitzvá é uma palavra em hebraico, um mandamento religioso do Torá: transcender a si mesmo oferecendo ajuda para outra pessoa.
Ou seja, usar sua verdadeira natureza solidaria; em sua forma mais sutil, Mitzvá significa conexão.
Dar suporte a alguém não é apenas um ato altruísta.
À medida que sentimos o prazer de ajudar, nos sentimos apreciados, necessários e importantes: estamos cumprindo nosso mais nobre papel.
Esse com certeza, é o melhor sentido para a VIDA.
Ajudar quem está mais inseguro, com mais medo, vai aliviar teus medos e ar um sentido a este momento.
(Estas ideias foram inspiradas no livro “BASIC PH”)
Para o escritor Yuval Harari, se a epidemia levar a uma cooperação global, teremos vencido.



quinta-feira, 2 de abril de 2020

Meditação conduzida


 

"A meditação é um meio para treinar e transformar o espírito.
 Para os nossos objetivos, o mais importante é desenvolver a concentração direcionada da calma mental e meditar sobre a bondade.
Para que a concentração se torne clara, temos necessidade de ser liberados das distrações exteriores.
O ideal consiste em meditar num local retirado, favorável à serenidade física e mental. " Dalai Lama

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Escolha um momento e um lugar calmos


Leve atenção clara e aberta para teu interior
Sinta a quietude profunda através do teu corpo
Sinta o silêncio profundo
Sinta a ausência de limites da tua mente – os limites são uma ilusão
Sem esforço descanse nessa quietude, silêncio e espaço
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Sinta o espaço ilimitado que é a base de tudo
Conecte-se com esse espaço ilimitado
Você é esse espaço ilimitado, interdependente a tudo e a todos
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Descanse nessa certeza, confiança e fé
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Traga atenção ao silêncio interior
Ouça esse silêncio
Reconheça a consciência inata infinita e luminosa que surge nesse silêncio
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Sinta essa conexão com o espaço ilimitado e com a consciência luminosa infinita.
Sinta essa sensação profunda de completude e totalidade.
 Nada está faltando.
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Sem esforço, descanse com certeza, confiança e fé.
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Nessa união do espaço ilimitado e consciência luminosa infinita, dessa união do vazio e da claridade, surge um calor profundo.
Calor da existência, calor da completude, calor do espaço ilimitado.
Sinta, reconheça isso.
Nesse calor surge a alegria, a bem-aventurança.
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Estes são os 3 refúgios:
Refúgio no espaço ilimitado
Refúgio na consciência luminosa e infinita
Refúgio na alegria, na bem-aventurança
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Sem esforço, com confiança, com fé, descanse nesses 3 refúgios internos
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Traga à consciência qualquer desafio que você pode estar enfrentando
Qualquer dor cármica de corpo, de fala ou de mente.
Acolha essa dor.
Deixe-a ficar.
Deixe-a ir.
Acolha, como o espelho que acolhe todas as aparências à sua frente
Acolha como o calor do sol que acolhe a todos com igualdade
Acolhimento é cura
Nossas dores precisam de atenção isenta de crítica
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Descanse nesse espaço de paz, luz e calor.