Num dos incríveis encontros com Bel César ela contou uma história tipo – seria cômico se não fosse triste....viajando com uma amiga de avião ela contou que tinha feito uma grande descoberta; há tempos sentia enjôo com o cheiro do marido e isto estava ficando insustentável. Quando....teve uma “grande idéia”: deixar um perfume forte destampado na mesinha de cabeceira !!!!!
Frente a essa descoberta Bel retrucou espantada:
_ “e você acredita mesmo que resolveu o problema????? Quando faltar perfume o que você vai fazer com o teu marido??????”
Nesse momento da história todos nós rimos bastante e a Bel perguntou:
“ e vocês, em que situações da vida colocam o perfuminho ?”
Aí a graça diminuiu.
E aí eu pergunto:” onde você põe o perfuminho?”
Na verdade em vários momentos da vida precisamos usar perfuminhos, cultivar a paciência para suportar as diferenças e desafios; mas.... como o Budismo estimula: é preciso renunciar aos sofrimentos, e uma das formas é planejar mudanças. Não só planejar, agir também.
Brincadeiras de faz-de-conta precisam ter hora de terminar.
O primeiro passo é se perguntar qual a tua responsabilidade na situação? É realmente uma dificuldade, ou é um capricho, uma preferência pessoal, uma mania, uma crença pessoal?
Você já tentou acordos com as pessoas envolvidas e com você mesmo(a)?
Em seguida, então é hora de traçar um plano de mudança, colocar prazos (nem que seja para fazer alterações futuras) e pensar que cada dia é um dia mais perto da solução.
É bem provável que essa aventura de mudanças da rotina ofereça oportunidades interessantes para expandir a lucidez e a compreensão da vida; mais uma forma para superar a insatisfação.
Deixo para você,neste final de ano, uma frase interessante:
as faltas nos movem
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
As 5 Sabedorias por Lama Padma Samten
5 Sabedorias Budicas
Assim ouvi as idéias de Lama Padma Samten em 29 de 11 de 2011:
****Na galeria de fotos do site www.centrobudista.com.br você poderá ver alguns momentos desse encontro.
O raciocínio sobre as 5 Sabedorias cabe em qualquer procedimento, seja na visão pedagógica, nas situações pessoais ou outras relações da vida.
Essas sabedorias são representadas por Budas que são emanações de Sakyamuni Buda; a meditação Shamata, tem como função através de focos claros tirar a agitação da mente, estabilizá-la penetrando em seus conteúdos e acessar o silêncio e a clareza mental. Todos os Budas residem nesse silêncio; o silêncio da sabedoria primordial.
Samantabadra é o início de tudo, a sabedoria primordial.
1ºDa mente agitada para a mente lúcida de Samantabadra é o caminho rumo à visão = olhar com clareza.
2ºestabilização da visão para não perder a clareza, ligar-se a ela sempre que pecisar, não precisar se desligar, não se perder mesmo em condições desafiantes.
3ºagir no cotidiano com essa lucidez – com as 5 sabedorias; esse procedimento são os métodos hábeis para lidar com as situações com o benefício de todos os seres.
A metodologia é ensinar “ ensinar pelas costas”, isto é, ensinar pelos exemplos, pelos comportamentos não pelos discursos, simplesmente usando as sabedorias.
Somos todos alunos; no processo da sangha, o programa de ensino é o de Tchenrezig ( Avaloktishevara ou Mãe Kua Nyn) = aquele que ouve os sons do mundo, ou seja encontrar as pessoas onde elas estão, cada um no seu ritmo. É um programa para ajudar o outro a reconhecer suas contradições, na transformação do olhar pelo método experimental, sem cobrar o que falta, fazer no mundo através das 5 sabedorias nas suas atividades no mundo = ação dharmata.
É importante encontrar-se com nossas contradições internas.Contradições são impulsos carmicos e aprender usar as 5 sabedorias é útil para qualquer situação nas aflições do mundo interno. Essas sabedorias podem estruturar nossas ações no mundo.
O método de aprendizado é em espiral e circular – o fim é um reinicio até quando se desvanecer no espaço.
Buda está por trás dos 5 Diani Budas(suas emanações) irradiando a energia de lucidez, semelhante ao sol que irradia seu calor incondicionalmente para todos constantemente, sempre disponível, nessa visão “ medite junto com Buda sentindo o brilho de seus olhos aparecer”.
O projeto pedagógico da escola Caminho do meio de Viamão está baseado na sabedorias dos 5 Diani Budas dividido em 5 módulos:
1º - Buda Akshobia, azul (vajra)– o tema é acolhimento, receber os outros no seu mundo baseado na sabedoria de espelho , com a lucidez da inseparatividade e coemergência, acolher as pessoas do jeito que são sem julgamento, colocar-se numa posição de compreender a mente do outro
2º - Buda Ratnasambaba, dourado (guru) – capacidade de se alegrar por proporcionar algo para o outro, desenvolver o contentamento pelo progresso do outro é fofoca budista....Depressão é falta de ratnasambaba nas veias, seja um aliado do outro. Este Buda é a essência da humanidade, trabalhar pelos outros através de sua sabedoria da igualdade dá sentido à vida; dar proteção ao outro trás felicidade = dimensão afetiva de proteção. Todos têm ratnasambaba em algum lugar, algo para dar contra as carências.
3ºBuda Amithaba, vermelho(pema) – trabalha a impermanência, a morte, os apegos sem procurar culpados; com sua sabedoria discriminativa até a sabedoria primordial, promovendo o entendimento dos outros, dos objetos das emoções, dos pensamentos, do Eu etc.
4º - Buda Amogasidi, verde(sidhi) – trabalha resultados, avaliações finais através da sabedoria da causalidade, o que se faz resulta em algo, positivo = positivo, negativo = negativo e transformar o negativo em positivo. As coisas negativas não devem ser desperdiçadas, nem rejeitadas, aproveite para gira-las do negativo para o positivo = pegar obstáculos e transformar em vantagens. É possível aproveitar favoravelmente os acordos para resolver ações negativas e criar novos vínculos.
5º - Buda Vairochana, branco(hum) – oferece a fluidez, as férias, a liberdade através da sabedoria da transcendência, a natureza livre da mente de poder surgir através de vários personagens.
Estas sabedorias estão resumidas no mantra:
OM AH HUM vajra(ou benza) guru padma( ou pema) sidhi hum,Chamando em cada cor a sabedoria do Buda correspondente
No youtube é possível ouvir esse mantra pesquisando por Padmasambaba.
Assim ouvi as idéias de Lama Padma Samten em 29 de 11 de 2011:
****Na galeria de fotos do site www.centrobudista.com.br você poderá ver alguns momentos desse encontro.
O raciocínio sobre as 5 Sabedorias cabe em qualquer procedimento, seja na visão pedagógica, nas situações pessoais ou outras relações da vida.
Essas sabedorias são representadas por Budas que são emanações de Sakyamuni Buda; a meditação Shamata, tem como função através de focos claros tirar a agitação da mente, estabilizá-la penetrando em seus conteúdos e acessar o silêncio e a clareza mental. Todos os Budas residem nesse silêncio; o silêncio da sabedoria primordial.
Samantabadra é o início de tudo, a sabedoria primordial.
1ºDa mente agitada para a mente lúcida de Samantabadra é o caminho rumo à visão = olhar com clareza.
2ºestabilização da visão para não perder a clareza, ligar-se a ela sempre que pecisar, não precisar se desligar, não se perder mesmo em condições desafiantes.
3ºagir no cotidiano com essa lucidez – com as 5 sabedorias; esse procedimento são os métodos hábeis para lidar com as situações com o benefício de todos os seres.
A metodologia é ensinar “ ensinar pelas costas”, isto é, ensinar pelos exemplos, pelos comportamentos não pelos discursos, simplesmente usando as sabedorias.
Somos todos alunos; no processo da sangha, o programa de ensino é o de Tchenrezig ( Avaloktishevara ou Mãe Kua Nyn) = aquele que ouve os sons do mundo, ou seja encontrar as pessoas onde elas estão, cada um no seu ritmo. É um programa para ajudar o outro a reconhecer suas contradições, na transformação do olhar pelo método experimental, sem cobrar o que falta, fazer no mundo através das 5 sabedorias nas suas atividades no mundo = ação dharmata.
É importante encontrar-se com nossas contradições internas.Contradições são impulsos carmicos e aprender usar as 5 sabedorias é útil para qualquer situação nas aflições do mundo interno. Essas sabedorias podem estruturar nossas ações no mundo.
O método de aprendizado é em espiral e circular – o fim é um reinicio até quando se desvanecer no espaço.
Buda está por trás dos 5 Diani Budas(suas emanações) irradiando a energia de lucidez, semelhante ao sol que irradia seu calor incondicionalmente para todos constantemente, sempre disponível, nessa visão “ medite junto com Buda sentindo o brilho de seus olhos aparecer”.
O projeto pedagógico da escola Caminho do meio de Viamão está baseado na sabedorias dos 5 Diani Budas dividido em 5 módulos:
1º - Buda Akshobia, azul (vajra)– o tema é acolhimento, receber os outros no seu mundo baseado na sabedoria de espelho , com a lucidez da inseparatividade e coemergência, acolher as pessoas do jeito que são sem julgamento, colocar-se numa posição de compreender a mente do outro
2º - Buda Ratnasambaba, dourado (guru) – capacidade de se alegrar por proporcionar algo para o outro, desenvolver o contentamento pelo progresso do outro é fofoca budista....Depressão é falta de ratnasambaba nas veias, seja um aliado do outro. Este Buda é a essência da humanidade, trabalhar pelos outros através de sua sabedoria da igualdade dá sentido à vida; dar proteção ao outro trás felicidade = dimensão afetiva de proteção. Todos têm ratnasambaba em algum lugar, algo para dar contra as carências.
3ºBuda Amithaba, vermelho(pema) – trabalha a impermanência, a morte, os apegos sem procurar culpados; com sua sabedoria discriminativa até a sabedoria primordial, promovendo o entendimento dos outros, dos objetos das emoções, dos pensamentos, do Eu etc.
4º - Buda Amogasidi, verde(sidhi) – trabalha resultados, avaliações finais através da sabedoria da causalidade, o que se faz resulta em algo, positivo = positivo, negativo = negativo e transformar o negativo em positivo. As coisas negativas não devem ser desperdiçadas, nem rejeitadas, aproveite para gira-las do negativo para o positivo = pegar obstáculos e transformar em vantagens. É possível aproveitar favoravelmente os acordos para resolver ações negativas e criar novos vínculos.
5º - Buda Vairochana, branco(hum) – oferece a fluidez, as férias, a liberdade através da sabedoria da transcendência, a natureza livre da mente de poder surgir através de vários personagens.
Estas sabedorias estão resumidas no mantra:
OM AH HUM vajra(ou benza) guru padma( ou pema) sidhi hum,Chamando em cada cor a sabedoria do Buda correspondente
No youtube é possível ouvir esse mantra pesquisando por Padmasambaba.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
No caminho do perdão
Encontrei na psicologia budista praticas que incentivam o desenvolvimento do perdão.
Perdoar não é para os fracos, é para os corajosos porque requer humildade para reconhecer qual a responsabilidade pessoal
em tudo que nos acontece, de bom ou ruim.
Todos nós já magoamos e fomos magoados de forma grave ou pequena; todos nós já traímos e fomos traídos e todos nós
já separamos e fomos excluídos.
Por que ?????????????
Porque todos nós somos humanos, simplesmente humanos.....
Perdoar não significa fechar os olhos, nem se omitir; mas sem o perdão não nos desligamos do passado para caminhar livres para o futuro.
Resistir a perdoar é resistir a sentir-se livre.
Resistir a perdoar é insistir na vingança – insistir em manter o(s) outro(s) preso(s) a nossa história, como se fosse uma punição
pelo sofrimento que nos causaram.
mas.......
quem vai carregando essa mala pesada e mal cheirosa somos nós mesmos.....enquanto os outros se divertem.....
Por outro lado enquanto não encontramos uma forma de nos sentirmos perdoados por nossos enganos, encurtamos nossa liberdade e agravamos a dependência aos nossos pequenos tiranos como uma forma de expiação de culpas.
As experiências do passado – de sucesso ou decepção - só deveriam servir como aprendizados, não como bolas de aço presas aos pés.
Buda dizia que a vingança é uma pedra incandescente que seguramos na mão, mas que antes de atingir o inimigo, nos queima.
Perdoar é dizer adeus ao sofrimento.
Perdoar é desistir de sentir raiva.
A pratica do perdão não é assim tão simples.
Primeiro: é preciso reconhecer quanto tempo perdemos na lembrança e nas recordações
de fatos do passado para alimentar as contrariedade que sofremos.
Segundo: no cultivo das mágoas passamos poder demais a esses momentos e às pessoas envolvidas, deixamos de usufruir o presente e de construir o futuro.
Terceiro e mais difícil:reconhecer o quanto de apego às crenças pessoais há nesses sofrimentos - “tinha que ter sido do meu jeito, na minha vontade”
Quarto: volte a mente para o presente e futuro, não olhe para trás – é inútil, totalmente inútil.
Quinto :perdoar não é esquecer; perdoar é suavizar a memória das encrencas se entretendo com os projetos pessoais do presente, já que não é possível compreender totalmente porque fizeram isso conosco ou porque agimos de uma tal forma.
Sexto : desista de fazer justiça, deixe isso para a própria natureza.
Jack Kornfield conta num dos seus livros:
“Dois idosos prisioneiros de guerra se reencontram anos mais tarde; o primeiro pergunta ao segundo se ele já perdoou seus carcereiros.
_não, jamais!!! responde ele.
_então...ele continuam a te manter prisioneiro!”
Perdoar não é para os fracos, é para os corajosos porque requer humildade para reconhecer qual a responsabilidade pessoal
em tudo que nos acontece, de bom ou ruim.
Todos nós já magoamos e fomos magoados de forma grave ou pequena; todos nós já traímos e fomos traídos e todos nós
já separamos e fomos excluídos.
Por que ?????????????
Porque todos nós somos humanos, simplesmente humanos.....
Perdoar não significa fechar os olhos, nem se omitir; mas sem o perdão não nos desligamos do passado para caminhar livres para o futuro.
Resistir a perdoar é resistir a sentir-se livre.
Resistir a perdoar é insistir na vingança – insistir em manter o(s) outro(s) preso(s) a nossa história, como se fosse uma punição
pelo sofrimento que nos causaram.
mas.......
quem vai carregando essa mala pesada e mal cheirosa somos nós mesmos.....enquanto os outros se divertem.....
Por outro lado enquanto não encontramos uma forma de nos sentirmos perdoados por nossos enganos, encurtamos nossa liberdade e agravamos a dependência aos nossos pequenos tiranos como uma forma de expiação de culpas.
As experiências do passado – de sucesso ou decepção - só deveriam servir como aprendizados, não como bolas de aço presas aos pés.
Buda dizia que a vingança é uma pedra incandescente que seguramos na mão, mas que antes de atingir o inimigo, nos queima.
Perdoar é dizer adeus ao sofrimento.
Perdoar é desistir de sentir raiva.
A pratica do perdão não é assim tão simples.
Primeiro: é preciso reconhecer quanto tempo perdemos na lembrança e nas recordações
de fatos do passado para alimentar as contrariedade que sofremos.
Segundo: no cultivo das mágoas passamos poder demais a esses momentos e às pessoas envolvidas, deixamos de usufruir o presente e de construir o futuro.
Terceiro e mais difícil:reconhecer o quanto de apego às crenças pessoais há nesses sofrimentos - “tinha que ter sido do meu jeito, na minha vontade”
Quarto: volte a mente para o presente e futuro, não olhe para trás – é inútil, totalmente inútil.
Quinto :perdoar não é esquecer; perdoar é suavizar a memória das encrencas se entretendo com os projetos pessoais do presente, já que não é possível compreender totalmente porque fizeram isso conosco ou porque agimos de uma tal forma.
Sexto : desista de fazer justiça, deixe isso para a própria natureza.
Jack Kornfield conta num dos seus livros:
“Dois idosos prisioneiros de guerra se reencontram anos mais tarde; o primeiro pergunta ao segundo se ele já perdoou seus carcereiros.
_não, jamais!!! responde ele.
_então...ele continuam a te manter prisioneiro!”
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Natal e o FIB
A cidade já está agitada: musicas ecoando, pessoas buzinando mais do que o habitual, flocos de “neve” nas calçadas, programação de comidas e aproveitando a chuva dos feriados as compras já estavam a mil.
Paralelamente ouço comentários sobre essa sensação de estranhamento que antecede as festas de fim de ano.
Será que é a lembrança do que não foi realizado? das expectativas que não aconteceram ou aconteceram de outra forma ?
A palavra sofrimento citada no Budismo, na nossa cultura vem carregada de um certo drama de novela; o termo insatisfação traduz melhor essa sensação.
A insatisfação está diretamente ligada às nossas expectativas.... irreais.
Quanto menos expectativa, menos insatisfação.
E quem coloca a medida da expectativa é você mesmo(a) !!!!!!!
Por outro lado, a felicidade mais genuína é a satisfação.
Os vários prazeres, comidas, sexo, compras, viagens etc. são bons mas são somente uma parcela da satisfação.
Então...... se depende de você determinar o nível das expectativas, é você quem determina o teu FIB, teu índice de felicidade interna bruta!
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Meditação para o amanhecer e anoitecer
Divirto-me com tantas listas que aparecem nos estudos do Budismo:
6 paramitas( perfeições), 5 delusões, 10 ações negativas. 5 preceitos, 5 poderes espirituais, 3 canais, 33 chacras, 10 terras dos Bodisatvas, 37 fatores da iluminação etc.etc.
Uma das explicações é que, numa tradição oral como foi o Budismo nos 5 primeiros séculos, a enumeração dos temas evitou a deformação dos ensinamentos e a perda dos conteúdos – era uma forma de controle e verificação de qualidade.
A prece das 4 meditações ilimitadas é umaforma simples e ao mesmo tempo profunda de resumir os objetivos da filosofia budista.
Essas 4 idéias resumem as qualidades de uma mente amiga, afetuosa, alegre e livre de preconceitos.
Ou seja, correspondem às idéias de amor, compaixão, alegria e igualdade.
Verifique:
as pessoas que você ama oferecem uma ou mais dessas qualidades - Não é ?!
Sabemos que nada é garantido; que no final da novela da vida todos vamos morrer.
Sabemos que a vida obriga a nos despedirmos do que e de quem mais gostamos.
Sabemos da necessidade de procurar sentido para a vida para não esmorecer.
Somos cobertos por uma pele de medos que nos deixa vulneráveis e frágeis.
Mas tudo isso não faz parte da nossa verdadeira natureza; tudo isso é apenas um capítulo da nossa existência, ainda haverá muita história em outras existências – pelo menos essa é a hipótese budista....
Entrar em contato com essas 4 qualidades nas 4 meditações ilimitadas deixadas por Buda nos transforma e transforma os ambientes porque fazem parte da nossa verdadeira natureza.
As 4 qualidades se completam, elas se equilibram mutuamente. Esse equilíbrio é fundamental na psicologia budista:
O amor, a compaixão e a alegria podem se transformar numa fonte de apego e desejo; então é a equanimidade ( igualdade) – nem atração, nem aversão – que dá o equilíbrio.
Já a equanimidade por si só pode se transformar num estado distante e frio, então as outras 3 qualidades a compensam.
O Budismo é caracterizado por uma psicologia positiva e o cultivo dessas 4 qualidades garantem uma mente otimista sem alienação e a paz interior.
Encontro nos ensinamentos do monge budista J. Kornfield:
“quando a consciência é pacífica e aberta demonstramos equanimidade.
Assim que nosso coração sereno reencontra outros seres, ele se enche de amor.
Quando esse amor reencontra a dor, ele se transforma naturalmente em compaixão.
E quando esse mesmo amor sincero reencontra a felicidade, ele se transforma em alegria.”
Interpretando a forma tradicional de recitar as 4 qualidades incomensuráveis, podemos começar
(e terminar ) nossos dias assim :
Que todos nós possamos viver em amizade.
Que todos nós possamos com compaixão.
Que todos nós possamos conviver com alegria.
Que todos nós possamos conviver em equanimidade, livres da atração por uns e aversão por outros.
6 paramitas( perfeições), 5 delusões, 10 ações negativas. 5 preceitos, 5 poderes espirituais, 3 canais, 33 chacras, 10 terras dos Bodisatvas, 37 fatores da iluminação etc.etc.
Uma das explicações é que, numa tradição oral como foi o Budismo nos 5 primeiros séculos, a enumeração dos temas evitou a deformação dos ensinamentos e a perda dos conteúdos – era uma forma de controle e verificação de qualidade.
A prece das 4 meditações ilimitadas é umaforma simples e ao mesmo tempo profunda de resumir os objetivos da filosofia budista.
Essas 4 idéias resumem as qualidades de uma mente amiga, afetuosa, alegre e livre de preconceitos.
Ou seja, correspondem às idéias de amor, compaixão, alegria e igualdade.
Verifique:
as pessoas que você ama oferecem uma ou mais dessas qualidades - Não é ?!
Sabemos que nada é garantido; que no final da novela da vida todos vamos morrer.
Sabemos que a vida obriga a nos despedirmos do que e de quem mais gostamos.
Sabemos da necessidade de procurar sentido para a vida para não esmorecer.
Somos cobertos por uma pele de medos que nos deixa vulneráveis e frágeis.
Mas tudo isso não faz parte da nossa verdadeira natureza; tudo isso é apenas um capítulo da nossa existência, ainda haverá muita história em outras existências – pelo menos essa é a hipótese budista....
Entrar em contato com essas 4 qualidades nas 4 meditações ilimitadas deixadas por Buda nos transforma e transforma os ambientes porque fazem parte da nossa verdadeira natureza.
As 4 qualidades se completam, elas se equilibram mutuamente. Esse equilíbrio é fundamental na psicologia budista:
O amor, a compaixão e a alegria podem se transformar numa fonte de apego e desejo; então é a equanimidade ( igualdade) – nem atração, nem aversão – que dá o equilíbrio.
Já a equanimidade por si só pode se transformar num estado distante e frio, então as outras 3 qualidades a compensam.
O Budismo é caracterizado por uma psicologia positiva e o cultivo dessas 4 qualidades garantem uma mente otimista sem alienação e a paz interior.
Encontro nos ensinamentos do monge budista J. Kornfield:
“quando a consciência é pacífica e aberta demonstramos equanimidade.
Assim que nosso coração sereno reencontra outros seres, ele se enche de amor.
Quando esse amor reencontra a dor, ele se transforma naturalmente em compaixão.
E quando esse mesmo amor sincero reencontra a felicidade, ele se transforma em alegria.”
Interpretando a forma tradicional de recitar as 4 qualidades incomensuráveis, podemos começar
(e terminar ) nossos dias assim :
Que todos nós possamos viver em amizade.
Que todos nós possamos com compaixão.
Que todos nós possamos conviver com alegria.
Que todos nós possamos conviver em equanimidade, livres da atração por uns e aversão por outros.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
O ótimo é inimigo do bom
Rolando, meu marido, é engenheiro e sempre que insisto em melhorar muito as coisas repete esse ditado que ouvia de um companheiro de profissão.
Quando teimamos em alcançar a perfeição ( ou o que pensamos ser a perfeição) a insatisfação torna-se nossa fiel escudeira, e...não conseguimos terminar as tarefas e, permanentemente , nos distanciamos das zonas de conforto.
Cada tempo de vida que vivemos é precioso.
O Budismo sugere que abandonemos o ideal da perfeição para conseguir realizar o possível desta experiência = simplesmente viver a vida.
Querer a perfeição pode ser até um mecanismo de defesa para não concluir etapas e não precisar encarar novos desafios.
Também pode ser uma forma de cultivar o stress para mostrar que somos super ocupados.
Além disso, e um pouco mais grave, pode ser preguiça disfarçada – porque, enquanto estamos otimizando os projetos, outros estão resolvendo o que sobrou para resolver.
O medo das avaliações negativas, baixa auto-estima, complexos de inferioridade também são motivações para o exagero na conquista da qualidade.
Você já descobriu onde exagera nessa busca do ótimo?
Limpezas profundas, modernizações, expectativas exageradas, cursos infinitos, salários inalcançáveis, ambição desmedida, roteiros lineares etc etc
A amiga Maria Elisa enviou o texto abaixo com sugestões para usarmos como espelho e .....simplesmente aprender a relaxar no bom.
Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em Comunicação, em Londres.
Apesar disso, optou por viver uma vidinha mais simples, em Belo Horizonte...
(Leila Ferreira)
Estamos obcecados com "o melhor".
Não sei quando foi que começou essa mania, mas
hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro,
o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor
operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os
outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça -
e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor,
de repente, nos parece superado, modesto, aquém
do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor,
é que passamos a viver inquietos, numa espécie
de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos,
porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.
Cada comercial na TV nos convence de que merecemos
ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os
outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor,
comprando melhor, amando melhor, ganhando
melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás,
de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos.
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso
realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que
subir na empresa e assumir o cargo de chefia que
vai me matar de estresse porque é o melhor cargo
da empresa?
E aquela TV de não sei quantas
polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de
casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado
porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem
mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca
permanente do melhor tem nos deixado
ansiosos e nos impedido de desfrutar o
"bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.
A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos
faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu,
mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo...
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas
das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e
sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na
busca do "melhor" a gente nem percebeu?
Quando teimamos em alcançar a perfeição ( ou o que pensamos ser a perfeição) a insatisfação torna-se nossa fiel escudeira, e...não conseguimos terminar as tarefas e, permanentemente , nos distanciamos das zonas de conforto.
Cada tempo de vida que vivemos é precioso.
O Budismo sugere que abandonemos o ideal da perfeição para conseguir realizar o possível desta experiência = simplesmente viver a vida.
Querer a perfeição pode ser até um mecanismo de defesa para não concluir etapas e não precisar encarar novos desafios.
Também pode ser uma forma de cultivar o stress para mostrar que somos super ocupados.
Além disso, e um pouco mais grave, pode ser preguiça disfarçada – porque, enquanto estamos otimizando os projetos, outros estão resolvendo o que sobrou para resolver.
O medo das avaliações negativas, baixa auto-estima, complexos de inferioridade também são motivações para o exagero na conquista da qualidade.
Você já descobriu onde exagera nessa busca do ótimo?
Limpezas profundas, modernizações, expectativas exageradas, cursos infinitos, salários inalcançáveis, ambição desmedida, roteiros lineares etc etc
A amiga Maria Elisa enviou o texto abaixo com sugestões para usarmos como espelho e .....simplesmente aprender a relaxar no bom.
Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em Comunicação, em Londres.
Apesar disso, optou por viver uma vidinha mais simples, em Belo Horizonte...
(Leila Ferreira)
Estamos obcecados com "o melhor".
Não sei quando foi que começou essa mania, mas
hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro,
o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor
operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os
outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça -
e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor,
de repente, nos parece superado, modesto, aquém
do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor,
é que passamos a viver inquietos, numa espécie
de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos,
porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.
Cada comercial na TV nos convence de que merecemos
ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os
outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor,
comprando melhor, amando melhor, ganhando
melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás,
de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos.
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso
realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que
subir na empresa e assumir o cargo de chefia que
vai me matar de estresse porque é o melhor cargo
da empresa?
E aquela TV de não sei quantas
polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de
casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado
porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem
mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca
permanente do melhor tem nos deixado
ansiosos e nos impedido de desfrutar o
"bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.
A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos
faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu,
mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo...
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas
das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e
sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na
busca do "melhor" a gente nem percebeu?
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Quatro fases para viver
Os seres humanos como todos os seres mamíferos vivem durante a vida 4 estágios:
Criança – não auto-suficiente, com medos, necessidade de proteção e dependência dos genitores
Adulto – auto-suficiente, capaz de bancar sua sobrevivência, autonomia de escolhas, capacidade de lidar com medos de forma independente.
e genitor- dedicação às crianças e aos outros, cuidados para continuidade da espécie.
Giulio Giacobbe costuma dizer:
A criança pede
O adulto pega
O genitor dá
A personalidade criança sempre precisa de aconchego( cudiados) dos outros
A personalidade adulto sabe se dar aconchego, cuidar-se sozinho
A personalidade genitor tem a capacidade de dar aconchego, cuidar dos outros
As fases vividas corretamente em cada etapa e amadurecidas são parte da evolução dos seres; são também modelos de comportamento.
Todos temos as 3 fases embutidas na personalidade.
A personalidade criança deveria se despedir na puberdade.
A personalidade adulta deveria se despedir lá pelos 30 anos.
A personalidade genitor deveria chegar lá pelos 30 anos prontos para procriar e/ou cuidar de outros.
Porém.............
Muitas vezes não seguimos as leis da natureza e
Somos adultos-crianças mimadas nas relações
Genitores de pais e companheiros
Crianças apressadas mini-adultos
E vários outros,
Tipo:
Crianças de 27 anos, morando com os pais
Adultos com mais de 20 como aos 14 anos, namorando mocinhos
Genitores de 30 como aos 10 anos, exigindo atenção
Enfim: cada “estado neurótico”, quando o comportamento foge da realidade visível, tem sua fórmula e além disso: procura seus pares fazendo duetos,
Criança –criança
Criança- adulto
Criança-genitor
Adulto-adulto
Adulto-genitor
Genitor-genitor
Em que fase você se encontra neste momento? Qual o papel da pessoa com quem você convive?
Bem..e a quarta personalidade?
É budeidade, o estado de Buda.
Quando, depois de ter vivido a criança, o adulto e o papel de genitor é possível realizar a serenidade.
A serenidade é o estado de Buda através da
Superação dos seus próprios medos e
Do apoio aos outros para superar os seus medos da velhice, da doença, da morte, da pobreza.
O estado de Buda é a sabedoria que compreendeu que
Realidade é somente o ambiente que está a sua volta e consegue captar com os 5 sentidos
A vida é uma eterna mudança,
Aceita essa mudança e
Acolhe a vida como ela é libertando-se das neuroses, dos sofrimentos e dos apegos inúteis.
A seqüência completa da evolução é:
Criança-adulto-genitor-buda
Se você tiver interesse pode ler mais sobre o assunto no livro:
Allá Ricerca delle coccole perdute
una psicologia rivoluzionaria per il single e per la coppia
Giulio Cesare Giacobbe
Ed.Ponte Alle Grazie
Criança – não auto-suficiente, com medos, necessidade de proteção e dependência dos genitores
Adulto – auto-suficiente, capaz de bancar sua sobrevivência, autonomia de escolhas, capacidade de lidar com medos de forma independente.
e genitor- dedicação às crianças e aos outros, cuidados para continuidade da espécie.
Giulio Giacobbe costuma dizer:
A criança pede
O adulto pega
O genitor dá
A personalidade criança sempre precisa de aconchego( cudiados) dos outros
A personalidade adulto sabe se dar aconchego, cuidar-se sozinho
A personalidade genitor tem a capacidade de dar aconchego, cuidar dos outros
As fases vividas corretamente em cada etapa e amadurecidas são parte da evolução dos seres; são também modelos de comportamento.
Todos temos as 3 fases embutidas na personalidade.
A personalidade criança deveria se despedir na puberdade.
A personalidade adulta deveria se despedir lá pelos 30 anos.
A personalidade genitor deveria chegar lá pelos 30 anos prontos para procriar e/ou cuidar de outros.
Porém.............
Muitas vezes não seguimos as leis da natureza e
Somos adultos-crianças mimadas nas relações
Genitores de pais e companheiros
Crianças apressadas mini-adultos
E vários outros,
Tipo:
Crianças de 27 anos, morando com os pais
Adultos com mais de 20 como aos 14 anos, namorando mocinhos
Genitores de 30 como aos 10 anos, exigindo atenção
Enfim: cada “estado neurótico”, quando o comportamento foge da realidade visível, tem sua fórmula e além disso: procura seus pares fazendo duetos,
Criança –criança
Criança- adulto
Criança-genitor
Adulto-adulto
Adulto-genitor
Genitor-genitor
Em que fase você se encontra neste momento? Qual o papel da pessoa com quem você convive?
Bem..e a quarta personalidade?
É budeidade, o estado de Buda.
Quando, depois de ter vivido a criança, o adulto e o papel de genitor é possível realizar a serenidade.
A serenidade é o estado de Buda através da
Superação dos seus próprios medos e
Do apoio aos outros para superar os seus medos da velhice, da doença, da morte, da pobreza.
O estado de Buda é a sabedoria que compreendeu que
Realidade é somente o ambiente que está a sua volta e consegue captar com os 5 sentidos
A vida é uma eterna mudança,
Aceita essa mudança e
Acolhe a vida como ela é libertando-se das neuroses, dos sofrimentos e dos apegos inúteis.
A seqüência completa da evolução é:
Criança-adulto-genitor-buda
Se você tiver interesse pode ler mais sobre o assunto no livro:
Allá Ricerca delle coccole perdute
una psicologia rivoluzionaria per il single e per la coppia
Giulio Cesare Giacobbe
Ed.Ponte Alle Grazie
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