quinta-feira, 26 de junho de 2014
Um truque para serenidade
“ a liberação vem pelo riso”, diz o Lama.
Mas como será que isso ocorre?
Pela filosofia budista a origem das perturbações, das aflições, das confusões são as fixações (apegos).
Qualquer apego torna-se neurótico quando ele é um desejo ilimitado.
Na insegurança, nas ansiedades o apego, o desejo ilimitado, a fixação é ao controle.
Quando sorrimos, a insegurança perde a força.
Experimente sorrir com os olhos brilhantes e sentir medo...ao mesmo tempo.
Nas raivas, nas frustrações, o apego, o desejo ilimitado, a fixação á às próprias crenças ( tinha que ser do meu jeito).
Quando sorrimos sem ironia não há raiva que resista.
Experimente sorrir com olhos brilhantes e sentir raiva....ao mesmo tempo.
Nas dependências, o apego, o desejo ilimitado, a fixação é algo(vicios) ou alguém(submissão) externos.
Quando sorrimos, a autonomia desperta e as dependências, as forças externas perdem o poder.
Experimente sorrir com olhos brilhantes e ficar invejoso...ao mesmo tempo.
Nas culpas, na vaidade, nas mentiras, no orgulho, o apego, o desejo ilimitado, a fixação é à própria imagem, para nos defender.
Quando sorrimos mostramos a nossa naturalidade e as mascaras caem.
Experimente sorrir com os olhos brilhantes e sentir culpa e vergonha...ao mesmo tempo.
Na solidão dos julgamentos, das separações, o apego, o desejo ilimitado, a fixação é aos nossas fronteiras.
Quando sorrimos os muros caem e os amigos se aproximam.
Experimente sorrir com olhos brilhantes e reclamar...ao mesmo tempo.
impossível sorrir e manter as emoções perturbadoras ao mesmo tempo.
Então...já que “ a liberação vem pelo riso”,
Sorria e faça sorrir!!!!!
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Naikan, uma terapia budista
Naikan é uma terapia budista que coloca a gratidão como uma forma de curar tensões, ansiedade, depressão e outras neuroses. O exercício é rever vagarosamente as diversas etapas da vida e oferecer gratidão a tudo que nos foi dado.
A abundância, a prosperidade estão ligadas ao senso de gratidão.
Sra. Takata, Mestre de Reiki que trouxe essa “arte de cura” para o ocidente, a cada vez que alguém chegava com alguma queixa, ela pedia que primeiramente a pessoa escrevesse uma lista com 10 coisas que tinha para ser grata na vida.
A questão é que a gratidão está diretamente ligada a generosidade.
E generosidade está diretamente ligada à diminuição do desejo ilimitado.
O desejo ilimitado está diretamente ligado à avareza.
A avareza é um dos obstáculos mais graves na manutenção da abundância e da prosperidade; porque... na avareza existe a crença que as coisas nos escaparão, a sensação da pobreza iminente.
Surge a pergunta: onde nasce o medo de ser pobre? Com quem ou onde esse medo foi aprendido? a pobreza parece uma maldição...
O medo da pobreza faz brotar a sensação de incompetência para recomeçar – seríamos assim tão incompetentes?ou...isso faz parte de armação consumista?
Quando a mente se liberta dos desejos ilimitados nas atitudes de gratidão ela aprende a sentir a abundância – é uma postura próspera: os medos se dissolvem e é mais fácil de fazer escolhas prosperas e positivas.
A gratidão, é um tipo de generosidade que também pode ser compartilhada num sorriso, numa escuta silenciosa, num toque caloroso.
Gratidão é um dos antídotos dos medos; experimente!
E a roda gira !!!!
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Meditação...pra que?
Sentamos, imobilizamos, atenção...e...nada acontece....
A questão é que a meditação não é um fim nela mesmo; a meditação é uma parte do caminho.
Vamos para o início:
Vivemos seduzidos, indiferentes ou com aversão às situações, às relações etc; esses objetos vão conseguindo poder sobre nossas escolhas e orientações.
Ouvimos criticas e nos aborrecemos: alguém fala e nos sentimos atingidos – mas é apenas uma boca falando, se tivesse falado numa língua estranha nada aconteceria dentro de nós...
As coisas surgem na nossa mente, interpretamos e damos vida a elas. Vida e poder;mas... esse poder é ilusório.
Nossa energia anda de acordo com esses impulsos automáticos; esse automatismo que rouba nossa liberdade.
Não queria comer e...comi, não queria ir...e fui, não queria desejar...mas cai na armadilha da carência, não queria sentir raiva...mas fiquei a revolta tomou conta de mim, queria calar...mas falei, queria sorrir...mas a insatisfação me afundou...queria aceitar as incoerências...mas as duvidas me tiraram a segurança ...enfim ... sem estabilidade, aprisionados.
São nossas respostas automáticas, os impulsos automáticos, a responsividade. São eles os responsáveis pela falta de lucidez.
São impulsos automáticos gerados pelos obscurecimentos mentais (ignorância), fixações (desejo/apego), emoções perturbadoras e marcas mentais dos condicionamentos.
Quero minha liberdade de volta!!!!!
Pra isso meditamos; imobilizando, com atenção à respiração, apenas observando os ruídos, sentindo o peso do corpo, o relaxamento, o calor e ao mesmo tempo mantendo a vivacidade pela oportunidade desse momento SILENCIOSO.
Nesse exercício de meditação no SILÊNCIO, na imobilidade de ações, de respostas, de pensamentos treinamos criar espaço entre as situações e nossas reações automáticas.
Nesse espaço criado será possível colocar as inteligências,as Sabedorias para se relacionar com as pessoas e com o mundo e.. nos tornarmos verdadeiramente agentes de nosso próprio caminho na vida para conseguir conviver com as contradições do Samsara.
Nesse espaço silencioso, livre existe um princípio ativo inteligente.
Sabedorias para lidar com a vida: acolher as pessoas no seu mundo (sabedoria do espelho), nos alegrarmos pelas realizações dos outros (sabedoria da igualdade), capacidade de transformar o negativo em positivo (sabedoria da causalidade), compaixão com lucidez (sabedoria discriminativa)e a liberação (sabedoria de darmata).
sábado, 7 de junho de 2014
Filhos especiais...que dificil.....
Os bebes nascem; corremos para o berçário descobri-los.
Meu pai logo contava os dedinhos dos filhos e dos netos recém- nascidos além de observar se os olhinhos seguiam os objetos.
Mas... às vezes as coisas não correm da forma esperada e chegam filhos especiais.
Especiais porque o corpo teve alguma “traição” biológica ou especiais porque alguma parte do cérebro está adormecida por algum tipo de marca mental.
Eles podem ser notificados ainda pequenos, às vezes só aos 18 anos ou aos 30.
Primeiro os sustos, depois as hipóteses, as intermináveis visitas aos médicos, os comentários, os olhares estranhos, a negação ...a escola que alerta para as diferenças, os atrasos, o estranhamento, o distanciamento etc.
O que fazer? Como tratar? Qual caminho eleger?
e....como será o futuro desse ser? Quem irá ampara-lo?
Quem passa de perto por uma situação assim entende e sente realmente o que estou dizendo.
Penso também que os pais de filhos que se perdem nos caminhos da vida também carregam esses sofrimentos sem voz.
O primeiro passo com certeza é acolher a dor e o susto com compaixão por si próprio, pedir ajuda e informação nos grupos especializados de apoio onde é possível encontrar outras famílias buscando soluções e oferecendo sugestões.
Poder frequentar um grupo que tem como objetivo o beneficio desses seres dependentes é imprescindível para amenizar a solidão dessas descobertas. E nesse convívio poder ser útil a outras mães e pais.
A vida continua e é importante não se abandonar ( até buscar terapia) e não abandonar os projetos pessoais, tanto quanto possível...
Lembro quando minha prima há mais de 60 anos descobriu o filho com um grave problema neurológico e como não achasse um instituto para cuidar dele aqui no país, fundou com outros pais e mães a APAE do Brasil. Carlos Eduardo morreu há alguns anos, seu processo era degenerativo, mas durante algum bom tempo ele pode usufruir desses serviços – no entanto outras milhares de crianças especiais estão tendo uma vida digna. Outras instituições para outros quadros também foram criadas nessa motivação.
Por que essas coisas acontecem???? Quem foi o responsável?
Buscar essas respostas talvez seja a perda de um tempo precioso.
Talvez uma pergunta melhor seja: “para que essa criança veio nos visitar?”
“As pessoas em qualquer situação estarão sempre com o aspecto secreto, que é condição natural da mente, intacto. Nenhum dos seis bardos afeta a condição primordial e portanto não condicionada da mente. Assim, o aspecto mais profundo dos seres está sempre intacto.
Com respeito ao aspecto grosseiro, que é funcionamento da mente acionado pelos sentidos físicos e memórias neurais, isso pode estar parcialmente ou totalmente prejudicado.
No aspecto sutil, que são os condicionantes que atuam internamente segundo os quais a mente cármica atua, esses seguem vivos e atuantes em qualquer dos bardos, em qualquer situação.”( parte da orientação recebida do Lama para o acompanhamento de minha mãe que serve par todos os seres)
Na filosofia budista existe a pratica de tomar votos, ou seja, manter o compromisso de beneficiar os seres.
Esses votos são tomados diariamente, nas praticas, nos casamentos....na vida.
São votos leigos para manter um bom coração e conseguir dar alívio aos seres e fundamentais nos cuidados de um filho especial.
Nas palavras de Lama Padma Samten:
*entender o outro no mundo dele.
*se alegrar pelo que acontece com o outro.
*evitar se perturbar com as coisas negativas que venham a acontecer e compreender o aspecto cíclico da realidade.
*manter-se fortalecido e produzindo ações positivas.
*manter o refúgio na natureza primordial onde não há diferenças entre os seres.
*manter o olhar de Vajrasatva – no sentido de qualquer coisa que acontecer temos o poder de transformar numa vantagem, numa coisa positiva.
*manter a visão de Tchenrezig que é a alegria de beneficiar os seres, olhar de compaixão e se colocar no lugar onde o outro está.
*manter a visão do Buda da Medicina, tentando manter nossa vida preciosa e viver de forma saudável.
*não tentar mudar o outro; a gente o acolhe no lugar onde ele está e vi usando a inteligência que brota no nível sutil e vai ensinando pelo exemplo, testando vários modelos.
*vai compreendendo a inteligência do outro e se enriquecendo através de sua inteligência.
*as situações difíceis são um bom momento para treinar as 6 perfeições: paciência, generosidade, esforço constante, respeito, concentração ( meditação no silêncio é super importante)e a noção de interdependência.
*não esperar que o outro seja responsável pela organização da nossa energia
*fazer brotar a Energia ( entusiasmo e alegria) de forma autônoma
*passeios junto à natureza são super nutritivos e organizadores.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Sobre o perdão
"Ninguém e nada pode libertá-lo, apenas o seu próprio entendimento."
Ajahn Chah
Outro dia alguém perguntou qual a definição do Budismo para perdão; então vamos refletir juntos...
Parto do princípio de que todo o sofrimento surge do apego ao eu (ego), da importância dada a uma identidade.
Olho para a finalidade principal do caminho budista : a felicidade gerada pela liberação das fixações, dos apegos, dos desejos ilimitados e o despertar do olhar solidário.
Qual seria o lucro do perdão? Se livrar de um peso, se libertar e seguir em frente.
Então.... não perdoar e/ ou não se sentir perdoado é manter a escravidão, não permitir a felicidade nem de um nem de outro. – uma grande vingança!!!
Existem 2 lados na atitude que é chamada de perdão, o lado de quem perdoa e o lado de quem quer ser perdoado.
Do lado de quem perdoa parece existir uma atitude de superioridade do Ego que concede o perdão, como se fosse proprietário da liberdade do outro, ou dos outros, dono de um poder imaginário de ofendido, se sentindo um ser especial que não poderia ter sido magoado.
Do outro lado está o ofensor, o coitado se desculpando, a vitima esmolando um perdão, colocando um poder imaginário em quem ofendeu... para conseguir seguir em frente, como se fosse mágico...
Sem contar no ”perdoar-se” recoberto por uma grossa camada de culpa.
Um dos conceitos mais difíceis para SS Dalai Lama entender quando começou seu contato com o ocidente foi o de culpa; comentava ele: “como é possível alguém não gostar de si mesmo????”
Se nos enganamos é porque anda não aprendemos ou não conseguimos fazer, então por que se castigar com culpas e penalidades?
Ainda mais... se pensamos que muitos valores e regras são culturais....e relativos a uma determinada época...
Que jogo de manipulação!!!!! Culpados e inocentes.
Não existem culpados e inocentes...todos somos responsáveis pelo que nos acontece e pelo que fazemos.
Esse jogo de perdoador e perdoado parece um capítulo romântico de pais e filhos, patrão e empregado, senhor e escravo, superiores e inferiores.
Melhor seria uma postura adulta responsável de assumir os efeitos das ações e resolver as tensões nas relações que possam acontecer voluntaria ou involuntariamente.
Como lembra Lama Padma Samten: “uma possibilidade certamente perdedora é esperar que o outro vá fazer as coisas para que nossa Energia( impulso) se arrume;...o ponto central do nível sutil (movimento emocional) é fazer brotar a Energia lúcida e positiva de forma autônoma, gerar essa energia e irradia-la.”
Num olhar budista em direção à pacificação das relações melhor seria a substituição da ideia do perdão pela atitude de arrependimento ao perceber que causamos algum prejuízo - uma ação, uma mudança real nas intenções e na motivação para beneficiar os seres:
*reconhecer a ação desvirtuosa (“matar” a vida, roubar, agredir fisicamente, mentir, separar, agredir,fofocar, enganar, invejar e ser avarento) – ações que fazemos e imaginamos proteger nossa própria vida e interesses mesmo que machuquem outros seres.
* perceber qual medo gerou a atitude egoísta e se arrepender por ter gerado sofrimento – SEM DRAMAS.
* usar as Inteligências (Sabedorias) do nível sutil (compaixão = empatia +igualdade +capacidade de agir +lucidez +capacidade de liberar) para tentar não repetir o engano, procurar descobrir um comportamento mais sereno para o futuro.
Tudo com delicadeza...porque a vida tem momentos difíceis para todos.
E ...se não der, tentar outra vez...tanto quanto for possível, dentro dos limites de cada um.
domingo, 25 de maio de 2014
Onde você se refugia?
Último capítulo
Este é o 36º e último passo, dos 14 capítulos, que encerra o Ciclo de Estudos da filosofia budista em 2013/4.
Este passo inclui o importante tema de Tomar refúgio e um “resumo da história” com a montagem de uma tabela prática nos anexos.
Aproveito aqui para pedir desculpas por possíveis enganos, agradecer sua companhia, a oportunidade que tive durante os estudos
para aprofundar os ensinamentos e dedicar a todas as direções, principalmente, nos lugares de conflitos, a energia positiva gerada por este trabalho de buscar atitudes de não violência e lucidez que fizemos durante 9 meses.
Onde buscar refúgio
As praticas budistas basicamente se compões de 4 etapas:
*Refúgio
*Concentração ( meditações)
*Purificação (reconhecimento do engano, arrependimento, reorientação de compromisso pela reconexão com divino solidário) e gratidão.
*Dedicação ( em todas as direções do esforço realizado através das ações de corpo, palavra e mente para que energia positiva não se perca)
Vicktor Frankel ´, escritor e psicoterapeuta, é sobrevivente dos campos de concentração; ele conta que, pela sua observação, nos campos de concentração a maioria dos que escaparam da morte foram os que tinham uma razão de vida para eles e para outros.
Nós também somos sobreviventes em meio a varias questões e desafios que vida nos coloca e ter uma razão pela qual viver nos apóia, impulsiona e, principalmente, orienta.
Na psicologia budista esse procedimento tem o nome de “tomar refúgio”.
“O Refúgio nos sustenta durante as alegrias e tristezas, perdas e ganhos; no refúgio reafirmamos nossa conexão com o sagrado do mundo”, diz o estudioso budista Kornifield é dele também, a explicação abaixo.
O Refúgio orienta porque auxilia nas escolhas que apóiam as intenções e as causas.
Existem pessoas que tomam Refúgio em propostas mais oportunistas, como um carro, a celebridade, a casa, os títulos, endereços, times, falsas crenças e que, com certeza, trarão profundas decepções.
Tudo é uma escolha.
Buda ensinava que o estudo começa por tomar Refúgio em:
Buda ( modelo de liberação),
no Dharma ( ensinamentos) e
na Sangha ( a comunidade que busca junto)
existem 3 níveis do Refúgio Budista, exterior, interior e secreto.
Exterior:
Buscar Refúgio na Buda Histórico, Sidarta Gautama, uma pessoa como nós que encontrou um caminho que o levou à compreensão dos fenômenos e à liberação.
No Dharma, os ensinamentos sobre a compaixão, o esforço alegre, a paciência, a concentração, a sabedoria, a generosidade e a ética ( o bem comum).
Na Sangha, a comunidade dos seres que despertaram ou buscam despertar seus potenciais, em busca da “iluminação”, da lucidez, da profunda compreensão.
Interior:
Buscar refúgio na natureza búdica (o potencial de se iluminar, de despertar) que existe em todos os seres,
na verdadeira natureza de todas as coisas ( a interdepedência), no espaço vasto.
com o refúgio interior passamos da comunidade budista para todos os outros seres que se consagram, dedicam-se ao despertar ( iluminação).
Secreto:
O mais íntimo,
Tomar refúgio na consciência e na liberdade a temporais; Buda é atemporal, não nascido, não associado a um corpo. Buda é o fundamento de todos os seres é a realização da verdade espiritual imutável.
Buda é nossa verdadeira moradia, nosso lugar eterno.
O Dharma secreto é o refúgio silencioso que nos conecta à liberdade eterna onde reside a origem luminosa de tudo. Nossa verdadeira natureza nunca nos abandona, apenas adormece.
Tomar refúgio na Sangha secreta, mais interna, reconhecemos as conexões inseparáveis de todas nossas vidas.
O Ritual de Tomada de Refúgio pode transformar nossa consciência.
“Em Buda, no Dahrma e na Sangha, tomo refúgio até a iluminação. Com a pratica da generosidade e das outras perfeições*, possa eu atingir o estado de Buda para o benefício de todos os seres”
*generosidade, paciência, esforço constante, moralidade, concentração, sabedoria, compaixão, bondade amorosa, equanimidade, e alegria.
domingo, 18 de maio de 2014
Impermanência
O texto desta última etapa," Morrer em paz" é mais do que um inteligente capítulo de Bel Cesar, é um “tratado” sobre a essência das nossas mudanças e das despedidas que somos obrigados a fazer – o que chamamos mortes.
Algumas ideias importantes do texto anexo:
• A morte faz parte de um ciclo infindável de mudanças.
• O Budismo nos ensina a viver positivamente a vida e assim, nos prepara para a morte.
• Uma mente luminosa é a que tem ausência de medo e dúvida.
• O futuro é menos assustador quando sentimos a segurança no presente.
• Não estamos familiarizados a contar só com nossa capacidade interna, por isso tememos a morte.
• Quem sou eu, além do corpo?
• Espiritualidade não é pensar em Deus ( o eterno absoluto), é sentir Deus interconectando todos os seres.
• Pessoas espiritualizadas, nos momentos finais, são gratas à vida que levaram.
• A gratidão é um antídoto poderoso contra a dor do apego.
• Ser grato pela vida é uma forma de aceitar emocionalmente a morte.
• A importância de dar uma direção à vida: o que quero?
• Morremos como vivemos.
• Somos pobres sentados em cima de barras de ouro, dizem os Lamas.
• O medo da morte está baseado no nosso medo da solidão.
• Não existem separações, apenas um modo diferente de viver cada momento.
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