quinta-feira, 17 de maio de 2018

A família da nossa mente




Assim como o oceano tem ondas, o sol tem raios, assim também a radiância da mente tem seus pensamentos e emoções.
O oceano tem ondas e não se perturba com elas.
As ondas são a verdadeira natureza do oceano.
Ondas surgem, mas...para onde voltam?
_De volta para o oceano.
E...qual é a origem das ondas?
_ O oceano.
Da mesma forma, pensamento e emoções são radiâncias e expressão da verdadeira natureza da mente.
Eles brotam da mente, mas...onde se dissolvem?
_De volta na mente.
O que quer que surja, não veja como um problema.
Se não reagir impulsivamente, se for paciente, essa sensação voltará para sua natureza essencial.
Quando isso é entendido, o surgimento dos pensamentos incrementam a pratica.
Mas quando não for entendido o que a radiância da natureza de mente é intrinsicamente, essas sensações serão sementes de confusão.
Portanto, é importante ter uma atitude espaçosa, aberta e compassiva com os pensamentos e emoções.
Porque...os pensamentos e emoções são nossa família, a família da nossa mente.
Como Dudjom Rinpoche sugere: “seja delicado e sábio, olhando (as situações da vida assim como olha) como uma criança brinca.”
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Assim ouvi de Sogyal Rinpoche.
                                                                                 

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Ensinamento de base.




Dia 30 de Abril, 8h da manhã, abro o aplicativo do Awake e encontro ensinamento de Lama Padma Santem:
“mesmo em nossa condição limitada, a mente ilimitada opera o tempo todo – não existem 2 mentes. A mente ilimitada é a base das mentes limitadas. Quando a compaixão se manifesta, é como se o esplendor luminoso dessa mente ilimitada surgisse no horizonte como a claridade que antecede o sol.”
Simples assim: a compaixão nos coloca em contato com esse lugar que não muda enquanto tudo muda.
Compaixão é o estado mental que surge quando largamos os desejos do Ego de apego e aversão, sorrimos e transformamos reação em ação para trazer benefício aos seres e nos alegramos por suas descobertas.   
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Compaixão = bondade que surge quando baixamos as armas e as defesas.                                                                                

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Solidão silêncio solitude



Gosto de ir ao emissário em Santos e ouvir o silêncio.
Ouvir o silêncio da minha mente... embalado pelo som das ondas do mar e pelas ondas vermelhas da Tomie.
Mas às vezes não dá e preciso encontrar esse silêncio no meu quarto mesmo, dentro do carro, no chuveiro, no fogão, na música.
Silenciar os pensamentos é um alívio...como se tudo já estivesse resolvido.
Esse silêncio luminoso é o início do encontro com a solitude.
Solitude é esse espaço agradável de se ser nossa melhor companhia.
Solitude é o que surge no refúgio interno.
Solidão é drama, é mimo, é “umbiguite” como diria nossa amiga Sophia: eu abandonado, coitadinho de mim.
Na solitude, inspirações que encontramos nos outros e no mundo, encontram um sentido.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Tempo de descobertas





Você já ouviu falar sobre o retiro de silêncio Vipassana?
Interessante!
Resultados que me surpreenderam ainda com pouca pratica.
Estou aprendendo bastante com os ensinamentos e técnica do professor Goenka.
Entre vários assuntos, refletir sobre os movimentos da mente é instigante.
Um dos pontos importantes dessa observação é aprender a treinar a mente/cérebro para ser uma ferramenta útil ao invés de ser uma ditadora com seus impulsos incontroláveis de gostar (muito) ou sentir (profunda) aversão determinando nossas escolhas.
Temos sido escravos desses impulsos.
Estamos viciados em sensações internas; corremos atrás delas, seja a de ter uma roupa nova, rever um amigo, saborear uma comida, receber um carinho, descobrir novas paisagens . Ou...a sensação de alívio de afastar uma ameaça, evitar um ser que critica, até de uma doce vingança etc.
Desejar não é o problema, o mundo gira porque desejamos soluções.
O problema é quando essas sensações nos controlam e se transformam em desejos ilimitados. Uma roupa só não basta, preciso duas. Um brigadeiro só não satisfaz, preciso quatro e assim vai. Uma explicação só não elucida, queremos varias.
Observar as sensações que nos controlam é um bom começo.
Para começar:
  silêncio não é apenas parar de falar é, principalmente, calar os pensamentos que circulam na mente com energia inesgotável, sem parar.
Calar como?
Prestando atenção ao respirar. Estar total no momento do AGORA.
E observar os pensamentos invasores:
Lembranças do passado recente ou não.
Lembranças agradáveis ou desagradáveis?
Ou....hipóteses de situações futuras, distantes ou próximas.
Hipóteses agradáveis ou desagradáveis?
Quando saímos do AGORA a respiração se altera; se altera por situações de apego (pequeno ou grande), se altera por situações de aversão (pequena ou grande).
No AGORA a respiração é serena.
Observar o corpo sem críticas; só observar. Onde dói, coça, onde formiga, aquece, arrepia, aperta....
Voltar a atenção à respiração, voltar ao agora, usar a nossa energia no AGORA.
VIVER O AGORA.
Isto é só o início da brincadeira.
Depois é treinar AGIR ao invés de REAGIR; simples assim!
Simples .....??????
Primeiro passo: querer realmente encontrar serenidade.
Muiiiiito interessante!
Passeie pelo site abaixo para saber mais sobre Vipassana.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Por que as situações ficam difíceis?




Situações difíceis são o que chamamos sofrimentos; sofrimentos menores e os maiores.
Na verdade, insatisfação em vários graus.
A insatisfação está sempre ligada a apegos.
  1. Apegos às gratificações sensoriais: prazeres físicos, SENSAÇÕES agradáveis, que vão fortalecendo os “vícios”. Somos viciados em sensações; somos viciados em desejar. Assim que satisfazemos um desejo, criamos outro. Por isso a felicidade está sempre adiante. O objeto do desejo não é tão importante. O que importa mesmo é o que este objeto produz em nós. Sejam relações, comidas, visitas, hábitos etc.
  2. Outro grande apego é ao EU, EGO = imagem que temos de nós mesmos. E que trabalho dá defender essa identidade que pensamos ser... que trabalho manter a imagem e impressionar com ela. E quando ela se sente ameaçada....sai de perto!
  3. O próximo apego é ao MEU, ampliamos o campo a tudo que nos pertence: filhos, território, títulos etc. Mas... como tudo é impermanente, esse “meu” é falso. Nada é meu, eu apenas “ganho” o direito de conviver com e nas coisas.
  4. O apego vai ainda mais longe; vai até as CRENÇAS. Que trabalho defender as crenças, opiniões, pontos de vista e tentar comprova-los; e que sensação ruim ao ouvir críticas e não ser aceito!
  5. Por último o apego às RELIGIÕES E FILOSOFIAS. Esquecemos que a importância fica na essência, no seu significado fundamental e que o aspecto formal é apenas uma casca. Importante é com que mente fazemos as práticas, as intenções que nos motivam: atenção aos outros, bondade, ausência de preconceitos sem expectativas.

Quando caímos na armadilha de qualquer desses apegos, é certo que vamos ficar tristes e sofrer.
Como exercício observe as pessoas que estão atrapalhadas em seus sofrimentos e confira em que apego estão presas.                                                                                  

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Perdoar não é esquecer




Não é esquecer, é libertar.
Libertar a nós mesmos do passado.
Libertar outros para que sigam seu caminho em busca da felicidade e nós o nosso para tentar ser feliz.
Não perdoar ou sentir dificuldade para perdoar é como uma vingança; uma vingança de não dar oportunidade ao outro ser feliz.
Que engano! Quando não conseguimos perdoar somos nós que ficamos sem poder ser feliz com leveza e fingimos a felicidade.
Mas, como dizia Buda, vingança é uma pedra em brasa que antes de ferir o outro, queima nossa mão.
Mas existem situações difíceis de perdoar.
Há muitos anos aprendi uma frase que ajuda.
Quando caio na armadilha de tristeza por algo que vivi com um “Mestre de treinamento”, ou uma “Pessoa Famosa” repito, repito, repito:
“Eu te perdoo......(nome) por não ser o(a).......(amigo(a), marido, filho (a), chefe, vizinho, Mestre etc) que eu esperava que você fosse.”
Eles são o que podem ser.
Eu sou o melhor que consigo ser.
E...tudo passa.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

A Caminho de La Paz




É um filme argentino que vive o encontro entre um motorista e um islamita a caminho de Meca.
Nesse caminho acontecem outros vários encontros interessantes que pode ser uma boa reflexão.
Numa das reuniões religiosas o Mestre comenta:
No tripé da falsa personalidade (identidade) o caráter é formado por medo, preguiça e orgulho.
Medos, todos temos; medo de adoecer, de ser assaltado etc
Orgulho, todos temos; é a importância pessoal.
Preguiça, é o que fazemos tentando ficar sempre na superfície, atitude de não querer aprofundar, de não querer saber mais sobre a vida e a morte.

Sabedoria, a Verdade, não tem fronteiras.