quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Quem sou eu?



Quem sou eu verdadeiramente?
Esta foi a pergunta que me fiz depois da separação.
Dizem os ensinamentos que sou as possibilidades infinitas, sem fronteiras; sou esse céu puro, luz pura, consciência pura, calor puro.
Sou amor , compaixão, fogo.
Ou...sou espaço, consciência, calor.
Ou...essência, natureza e compaixão.
Belas palavras!!!! Verdades !!!!
Mas... na hora das separações e mortes essas palavras não resolvem imediatamente as dores; essas dores estão num plano mais grosseiro.
Sentir-se sozinho é uma barra.
O que resolve mesmo depois do “luto” é descobrir aos poucos um propósito para a vida senão ....morremos junto.
Encontrar respostas para:
_”o que você vai fazer com sua vida?”
_” por que  e por quem você quer continuar vivendo?”
Nossas aflições são gritos por socorro, por força e por bondade.

A solução é deixar-se ficar receptivo, corajoso (a), paciente.
E..aos poucos... olhar para vida para encontrar formas de compartilhar seu amor mais profundamente com outras pessoas.
Prestar atenção aos outros e dedicar-se gera gratidão de quem recebe e ajuda a “fechar” o buraco da solidão.                                                                    

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Renovando as forças




Era uma vez, muitos anos atrás, houve uma época da minha vida que não conseguia entender como estava passando por tanta dificuldade.
Dedico o texto de hoje a um conhecido que também está passando por uma fase destas.
Nasci numa família que me proporcionou bastante conforto. Tive um casamento com “pompa e circunstância” publicado em jornais, viagem, endereço fora do Brasil e anos depois.....todos os negócios se “derreteram” como os castelos de areia na praia.
Sabia estudar, viajar, usar o dinheiro que chegava etc etc mas...não sabia cozinhar, cuidar sozinha de bebes, trabalhar e todas as “magicas” que a gente precisa fazer quando o dinheiro vai terminando.
Momentos que a gente não sabe como encontrar a estrada certa.
Muitos desdenhavam dessa precariedade que vivíamos e outros pensavam que era um disfarce.
Mas como tudo passa , TUDO MESMO, essa época passou.
Parecia um pesadelo que não tinha fim.
Hoje, com a vida estável e filhos encaixados em suas histórias, olho para trás e parece até que foi em outra vida....
Deixou cicatrizes, gratidão e aprendizados; muitos aprendizados.
Nessas horas, autocompaixão, humildade e coragem é o que salva.
Autocompaixão para continuar sorrindo.
Humildade para pedir ajuda.
Coragem para seguir em frente com energia.

O cultivo da autocompaixão é como um reabastecimento da fonte de bondade e compaixão que reside dentro de nós.
Autocompaixão é como recarregar nossa bateria interior para ter mais compaixão e bondade para oferecer aos outros.
Com mais autocompaixão nos protegemos do esgotamento do pessimismo e do desespero que enfrentamos quando topamos com os desafios ´às vezes – enormes da vida.
Nem precisa ser momentos tão graves; pode ser aquela hora em que nos perguntamos:” por que comigo?”, “não consigo entender”, “isso não é para mim”, “sempre escolho a pessoa errada e o lugar errado” etc

Com mais autocompaixão evitamos ficar presos na autocritica e no derrotismo.
Com autocompaixão entendemos os momentos que sentimos inveja dos que estão acima,  desistimos de competir com os iguais e nos perdoamos pelo desrespeito por quem está abaixo.
Autocompaixão é se acolher sem julgar. É ser nosso melhor amigo, um momento precioso para aprender se fazer companhia.
E nesse momento é bom ter um refúgio externo na natureza e aprender a encontrar refúgio interno através da quietude, do silêncio e do espaço da mente para despertar nossas qualidades que sempre estiveram lá.
Às vezes precisamos de ajuda para encontrar esse lugar.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Para nossos desafetos



Outro dia alguém próximo me fez sentir muito mal com determinados comentários.
Sabe aquele “mal” que dá vontade de largar tudo?
Apenas calei.
Senti várias emoções me invadindo e me controlando. Foram dores de palavras cruéis, desrespeitosas, até de mentiras em que não consegui me defender.
E fui procurar nos ensinamentos algum refúgio e explicação. Encontrei nas palavras de Mingyur Rinpoche.
Esses são momentos de avanço no caminho quando aprendemos a lidar positivamente com eles.
Claro que não foi a primeira vez nem será a última que vou passar por isso.
Então... 1º passo é reconhecer que:
A fonte dessas dores não é exatamente a pessoa que faz a ação, mas sim, a nossa reação em relação às atitudes da pessoa.
Para “curar” essas dores existem 3 opções e usei as 3:
1 – Deixar-se consumir pela raiva, culpa ou ressentimento (num primeiro momento, acolher as sensações).
2 – Reconhecer que tudo que foi dito se fosse numa língua estranha a você, não teria efeito nenhum: apenas uma boca falando.
3 – Perguntar-se se o que a pessoa disse foi para magoar ou estava apenas aliviando seus próprios medos: inseguranças, inferioridades, raivas, invejas, culpas e preconceitos.

Quando cheguei nessa terceira opção sai de minha “umbiguite” e curei!!!!!
Com certeza, pelo que conheço desse ser, não estava bem.
Por trás desses comportamentos hostis está sempre alguém que não está se sentindo feliz e não está se sentindo seguro.
Assim, sai dessa zona de dor e retornei ao lugar de me apreciar e recuperar a força.
A palavra em sânscrito para “ser humano” é purusha, que basicamente significa “algo que tem força”.
Desafetos hostis são seres que estão num “momento sem força”, estão engessados em medos.

E você sabe como é estar com medo !!!!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Vaidade é problema?



Durante uma apresentação musical, senta-se uma senhora desconhecida ao lado e em poucos segundos mostra no celular a foto do neto que entrou na faculdade sem cursinho, conta sua história, discursa sobre sua independência e seus conhecimentos, seu cachorrinho de raça.....
Vaidade é problema ; vaidade faz parte de ser humano.
É gostoso se sentir importante.  Querer chamar atenção para nossa importância.
Se sentir importante para nós mesmos e para outros.
Somos seres vaidosos.
Mas de onde vem essa sensação, essa energia?
Parece que vem de precisar ser reconhecido, de precisar ser olhado.
Vem de uma criança em busca de aconchego que permanece viva dentro de cada um de nós.
A vaidade surge de várias formas: nas roupas que escolhemos, como andamos, como nos apresentamos, falamos etc
Vaidade é a necessidade de ser notado; ser notado pela aparência superior, pela riqueza, pelos sucessos ou pelo resultado dos filhos etc.
Mas a vaidade também aparece numa forma distorcida nos dramas que fazemos, por símbolos de rebeldia, pelo vitimismo carente e até pela negligência – os desapegados.
Sem falar na vaidade das bandeiras ideológicas que alguns teimam em carregar.
Vaidade é também uma forma de se relacionar com a vida e com os outros.
A vaidade, resumidamente, é uma ferramenta de sedução: vaidade tem um componente erótico, buscar se exibir, buscar uma significância, quase um tesão. Pode até ter utilidade.
Veja a construção das redes virtuais; ferramentas contemporâneas tão importantes de comunicação e transformadas em palco das vaidades ridículas e falsas de todas as cores! O brilho impermanente da fama e (como diz Fernanda Montenegro) seu cortejo de horrores.
Mas...tem sempre um mas....o problema é ser escravo da vaidade. Precisar neuroticamente se sentir importante.
Reconhecer qual o destino que você está dando a tua vaidade vai fazer toda a diferença.
Muitas vezes a vaidade é inútil, é apenas um prazer pessoal.
Reconheço finalmente , aos 66 anos, que a vaidade cansa, cansa muito; é cara, repleta de detalhes e armadilhas do tempo.
Descubro também que a vaidade é prima-irmã do autoengano.
Um perigo quando a vaidade dirige nossas escolhas!!!!!!!
Passei a semana me divertindo descobrindo onde minhas vaidades “moram”....

Melhor ser livre da necessidade de querer ser importante.                                                                                      

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

2018 - vamos retomar o caminho


De acordo com os ensinamentos mais elevados da tradição tibetana Bön Budista, o ser verdadeiro pelo qual ansiamos é primordialmente puro. Cada um de nós, exatamente como somos, é primordialmente puro. Durante toda a sua vida, você foi bombardeado com imagens e mensagens de que não é puro, e é fácil para você acreditar que não o é. Contudo, de acordo com os ensinamentos, a sua verdadeira natureza é pura. Isso é quem você realmente é.
Por que é tão difícil acessar ou experimentar esta pureza? Por que há tanta confusão e sofrimento? A verdade desta questão é que o nosso ser verdadeiro está muito próximo da mente que experimenta o sofrimento. Está tão próximo que nós raramente o reconhecemos, e por isso ele fica obscurecido. A boa notícia é que no momento em começamos a sofrer ou a reconhecer que estamos confusos, temos uma oportunidade de despertar. O sofrimento nos sacode e nos traz a oportunidade de despertar para uma verdade mais profunda.


Assim continuaremos por mais este ano! Seguindo estas palavras de Tenzin Rinpoche.