quinta-feira, 19 de abril de 2018

Por que as situações ficam difíceis?




Situações difíceis são o que chamamos sofrimentos; sofrimentos menores e os maiores.
Na verdade, insatisfação em vários graus.
A insatisfação está sempre ligada a apegos.
  1. Apegos às gratificações sensoriais: prazeres físicos, SENSAÇÕES agradáveis, que vão fortalecendo os “vícios”. Somos viciados em sensações; somos viciados em desejar. Assim que satisfazemos um desejo, criamos outro. Por isso a felicidade está sempre adiante. O objeto do desejo não é tão importante. O que importa mesmo é o que este objeto produz em nós. Sejam relações, comidas, visitas, hábitos etc.
  2. Outro grande apego é ao EU, EGO = imagem que temos de nós mesmos. E que trabalho dá defender essa identidade que pensamos ser... que trabalho manter a imagem e impressionar com ela. E quando ela se sente ameaçada....sai de perto!
  3. O próximo apego é ao MEU, ampliamos o campo a tudo que nos pertence: filhos, território, títulos etc. Mas... como tudo é impermanente, esse “meu” é falso. Nada é meu, eu apenas “ganho” o direito de conviver com e nas coisas.
  4. O apego vai ainda mais longe; vai até as CRENÇAS. Que trabalho defender as crenças, opiniões, pontos de vista e tentar comprova-los; e que sensação ruim ao ouvir críticas e não ser aceito!
  5. Por último o apego às RELIGIÕES E FILOSOFIAS. Esquecemos que a importância fica na essência, no seu significado fundamental e que o aspecto formal é apenas uma casca. Importante é com que mente fazemos as práticas, as intenções que nos motivam: atenção aos outros, bondade, ausência de preconceitos sem expectativas.

Quando caímos na armadilha de qualquer desses apegos, é certo que vamos ficar tristes e sofrer.
Como exercício observe as pessoas que estão atrapalhadas em seus sofrimentos e confira em que apego estão presas.                                                                                  

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Perdoar não é esquecer




Não é esquecer, é libertar.
Libertar a nós mesmos do passado.
Libertar outros para que sigam seu caminho em busca da felicidade e nós o nosso para tentar ser feliz.
Não perdoar ou sentir dificuldade para perdoar é como uma vingança; uma vingança de não dar oportunidade ao outro ser feliz.
Que engano! Quando não conseguimos perdoar somos nós que ficamos sem poder ser feliz com leveza e fingimos a felicidade.
Mas, como dizia Buda, vingança é uma pedra em brasa que antes de ferir o outro, queima nossa mão.
Mas existem situações difíceis de perdoar.
Há muitos anos aprendi uma frase que ajuda.
Quando caio na armadilha de tristeza por algo que vivi com um “Mestre de treinamento”, ou uma “Pessoa Famosa” repito, repito, repito:
“Eu te perdoo......(nome) por não ser o(a).......(amigo(a), marido, filho (a), chefe, vizinho, Mestre etc) que eu esperava que você fosse.”
Eles são o que podem ser.
Eu sou o melhor que consigo ser.
E...tudo passa.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

A Caminho de La Paz




É um filme argentino que vive o encontro entre um motorista e um islamita a caminho de Meca.
Nesse caminho acontecem outros vários encontros interessantes que pode ser uma boa reflexão.
Numa das reuniões religiosas o Mestre comenta:
No tripé da falsa personalidade (identidade) o caráter é formado por medo, preguiça e orgulho.
Medos, todos temos; medo de adoecer, de ser assaltado etc
Orgulho, todos temos; é a importância pessoal.
Preguiça, é o que fazemos tentando ficar sempre na superfície, atitude de não querer aprofundar, de não querer saber mais sobre a vida e a morte.

Sabedoria, a Verdade, não tem fronteiras.