terça-feira, 10 de julho de 2012
Tudo bem? tudo bem.
Resposta: tudo bem !
Não.
Nem sempre está tudo tão bem, mas a resposta sai automaticamente.
E assim a vida acontece em ciclos: prazer, sustos, alegrias, despedidas, conquistas...e dores.
Dores de perdas, de frustrações, decepções, dores dos outros, dores que até doem o peito, apertam a garganta, queimam o estômago, dores mais curtas e mais demoradas a curar.
“A dor é uma ferida que precisa de atenção para ser curada. Atravessa-la e supera-la significa encarar nosso sentimentos honesta e abertamente, expressando-os e liberando-os por completo, tolerando-os e aceitando-os por quanto tempo for preciso, até que a ferida se cure. Temos medo de que a dor nos derrube se tomarmos conhecimento dela. A verdade é que a dor, quando nos permitimos experiência-la, se dissolve, passa. A dor não expressa é dor que dura indefinidamente.” Sogyal Rinpoche em seu livro “O livro tibetano do viver e morrer”
Às vezes temos até vergonha das dores, disfarçamos como se a dor fosse nos deixar menores.
Uma das formas de aliviar as dores que sentimos é procurar alguém que seja bom ouvinte: que não tenha pressa com os finais, que permita que você fale das tuas culpas, medos, dúvidas e raivas,que escute com interesse, que entenda que cada um tem seu tempo, que apóie a sensação que não somos incapazes e que nos diga que a dor vai passar, que ela se dissipará mesmo que demore, alguém que tenha calma até que voltemos ao normal, alguém que não aumente a solidão que as dores causam.
Amigos ouvintes são preciosos.
E aí.... quando as dores tiverem ido embora, poderemos nós mesmos nos tornar bons ouvintes para outros aflitos.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Vivendo no circo da vida
Você se lembra do equilibrista do circo que ficava girando os pratos em cima dos bambus e correndo, girando, correndo, girando, correndo e...ia aumentando os bambus e seus pratos e..... correndo, girando. correndo ....sempre por um triz.
Então...operamos na vida como esses equilibristas...só que eles eram pagos para correr e equilibrar e divertir a platéia, enquanto nós...vivemos com urgências, prioridades, ansiedades e nós divertimos quem?
Nossos bambus são os filhos, o trabalho, a saúde, aposentadoria, romances, crescimento pessoal, segurança, casa, dividas, desafio, inimigos, amigos, pais, família, consertos, lazer, separações, vizinhos, empréstimos,....
...agora, continue você a fila com os teus bambus e pratos...
Isso sem contar que não tem como, alguns pratos caem e quebram – aí recolocamos um novo ou substituímos por outro diferente. Mas...sabemos que, com o passar dos anos, não haverá alternativa – vamos precisar parar todos os pratos equilibrados – e como diz meu neto de 5 anos: não vamos ter opição.
Veja esse texto abaixo , parte de transcrição feita por Isabel Poncio sobre uma palestra de Lama Padma Samten sobre esse tema:
“…Estamos com nosso bambuzinho, como um garçom com a bandeja, pulando de um lado para o outro, e aquilo não cai. Milagrosamente não cai. Mas o software, o código-fonte por trás disso é o fato de que nós estamos sempre equilibrando alguma coisa. Isso é a roda da vida.
Isso é o aspecto sutil da palavra apego.
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Eu elejo alguma coisa e tenho apego, mas esta eleição é uma eleição particular.
Nas relações familiares isso é muito interessante. Nós nos vemos como indispensáveis aos filhos. É muito surpreendente quando vemos que os filhos passam bem, muito bem, melhor do que acharíamos razoável, sem a mamãe e sem o papai. Aliás, não só passam bem como passam melhor. Nós temos crenças, que tentamos colocar nos filhos, de que eles não poderiam sobreviver sem nós. O apego é isso, nós estamos sustentando aquele bambu e não queremos que o bambu seja levado e sustentado por outro, nem pelo próprio filho, que, aliás, é o bambu. Não queremos transferir para ele, então dizemos: Eu sei fazer isso!
Outro dia, eu estava conversando com uma ex-esposa que tem um filho de quatro anos – não a minha, ela é ex-esposa de um outro ser. Ela dizia como dirige a vida do ex-marido. Impressionante! Aí agora o filho vai para lá e ela quer garantias de como ele vai lidar com o filho: “como é que você vai buscar ele?” e tudo o mais. Naturalmente, agora ela está perturbada porque descobriu que o ex-marido agora tem uma companhia doce e serena – esse é um grande problema, porque agora ele está independente. Até então, nesses quatro anos, ela tem feito esse grande sacrifício de sustentá-lo, mas agora ele descobriu que tem outras formas de andar. Então, é muito interessante ver como que o apego pode se transferir além do próprio casamento que terminou, aquilo se propaga. Então nós temos essas identidades, temos esses valores; somos equilibradores de bambus.
Eu até convidaria vocês a relacionarem os bambus que vocês estão equilibrando; lembrar que vocês já viveram sem esses bambus, já tiveram outros bambus. Mas ninguém consegue viver sem um bambu – está certo que podemos viver sem essa ou aquela pessoa, mas sem um bambu não dá! A nossa crise é essa: a pessoa fica sozinha por um tempo até que encontre um bambu, seja o qual for; aquilo não é necessariamente um outro marido, uma outra esposa, aquilo pode ser uma coisa que tome a mente da pessoa e, se ela estiver completamente ocupada equilibrando alguma coisa, a vida dela vai ficar boa, ela vai ficar com o olho brilhando. Mas… regra no. 1: Todos os bambus caem; não há bambu que não caia; então, se preparem! Uma alegria vem junto com um sofrimento. Quando deixo de equilibrar o bambu, os infernos se ampliam. Por quê? Porque o inferno é quando o bambu cai. Nós ampliamos nossa identificação com aquele processo e nos tornamos progressivamente mais frágeis. O rato procurando uma saída é quando o bambu está condenado a cair e nós não queremos que aquilo caia. Ficamos tentando encontrar uma solução.
Eu acho isso maravilhoso: vocês olhem o que vocês já viveram; aí quando as soluções não aparecerem, vocês digam “então tá; vou fazer outra coisa.” Aí o rato sai da ratoeira! Porque o rato tem corpo de arco-íris, grande mestre! Mas quando ele quer atravessar com o corpo comum – corpo comum é aquela identidade – ele não consegue sair, mas nós saímos! Por exemplo, o menino está jogando xadrez e tentando ganhar de qualquer jeito. Quando ele não ganha, como é que ele sai daquilo? Ele sai com corpo de arco-íris – ele não é aquele personagem! Aquele personagem não consegue sair vivo do jogo – ele foi derrotado. Mas, com corpo de arco-íris, ele vai se manifestar em outro lugar. Nossa característica é essa. Quando nós estamos em crise, nos esquecemos disso; quando nós somos lembrados disso no meio da crise, não queremos nem ouvir; queremos mesmo é ganhar.
Precisamos ter essa perspectiva – só conseguimos lutar até o fim porque sabemos como sair. Algumas pessoas se protegem – elas não lutam até o fim porque elas têm medo da derrota. Para a pessoa poder namorar direito é preciso ter coragem; para ter coragem, a pessoa tem que se expor a ser derrotado. Quando somos derrotados, o que nos dá coragem? A capacidade de ter o corpo de arco-íris. A gente vai até aonde dá, se não der, nós nos levantamos e saímos pela parede, não precisamos de uma porta; nossa natureza é translúcida! O que dá solidez são os bambus que são a essência das identidades. Vocês contemplem isso, vocês se vejam se prendendo nas coisas mínimas: o sinal está verde e passa para vermelho e vocês têm frustrações! O carro que estava na frente passou e eu fiquei trancado! Relaxe, o outro passou na frente, não tem nada! Mas tem o bambu: de uma forma trágica, o bambu do sinal verde cai. Estamos cheios de frustrações… O tempo todo… isso é o samsara, a Roda da Vida. Isso são os múltiplos giros da Roda da Vida; sucessão de mortes e renascimentos. Cada vez que pegamos um bambu e ele cai, uma morte. Fazemos um bambu surgir de novo: renascimento. Nós somos especialistas em dar nascimentos e colher mortes. Nós pegamos as menores coisas: a temperatura do ar condicionado dentro do carro, se a janela do quarto, de noite, está aberta e a pessoa que está dormindo conosco quer a janela fechada – um problema – precisa de dois quartos! Nós nos fixamos nas várias coisas. Esse processo de fixação é o software, o código fonte da Roda da Vida; a multiplicidade é apenas o conjunto das aparências das fixações, não é outra coisa.
Nós alteramos o nosso comportamento quando nós temos uma fixação grande e não estamos conseguindo mais manobrar de modo causal as condições daquilo e estamos obtendo derrotas, então vamos manifestando os sintomas – nossos ferimentos.
o bambu mesmo é criado, alguma coisa que começamos a equilibrar: quando nós estamos equilibrando alguma coisa, alguém chega e diz: o que você está fazendo? E eu respondo: eu estou equilibrando isso. E se alguém perguntar o que você é, talvez você diga: eu sou o equilibrador disso.
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Assim é que os pais se caracterizam; quando eles dizem – eu sou pai, eu sou mãe, significa que eles estão cuidando de uma criança, a criança é a prioridade para aquela pessoa; quando a pessoa diz: eu sou profissional de tal coisa, esse é o bambu que eu estou cuidando, isso é o que eu faço; só que quando essa identidade está presente, ela é só um aspecto do bambu; o outro aspecto do bambu é a paisagem, uma visão de mundo; ela tem aquele bambu se movendo dentro de um mundo. A mente da pessoa é que vai aconselhar sobre como manter o bambu equilibrado dentro daquele mundo; portanto, essa visão de mundo é crucial, pois ela é que vai determinar os pensamentos que vão ocorrer. A visão de mundo, os pensamentos e o bambu em conjunto, vão produzir também as energias que se manifestam numa pessoa. “
Agora: será que não estamos colecionando também bambus inúteis????? Tipo: opinião dos outros, explicações desnecessárias, culpas dilacerantes, invejas vingativas, mascaras sorridentes, fantasmas aterrorizantes, raivas que enfraquecem, magoas que deprimem??????
Bem....Espero te encontrar na próxima semana com menos bambus; eu já estou fazendo uma limpeza nos meus.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Ecologia e mais o que?
Quando escrevo sustentabilidade no texto do computador a palavra aparece grifada em vermelho. Deve ser a má quina que é antiga, de um tempo a tal palavra não fazia parte do nosso vocabulário.
Além de ecologia, sustentabilidade, economia verde depois da Rio +20, ainda devem surgir outros termos para tentar garantir nossa sobrevivência no planeta. Garantir??????
Assisti há 2 dias a reportagem com pessoas enfurecidas contra Ahmadinejade, presidente do Irã, pelo fato da sua vinda ao Rio+20.
Lembro que na Rio 92, era época Collor ainda, o Dalai Lama e as pessoas que o cercam, só conseguiram visto pela intervenção da atriz Ruth Escobar.....????? e só como líder espiritual ( na época ele tinha político importante também).
Quanta ignorância!!!!
Aceitar, permitir não quer dizer concordar. Quer dizer viver com liberdade!
INCLUIR PRECISA FAZER PARTE DA SUSTENTABIIDADE.
Caso contrario, é tudo só papel, discurso, política sem noção.
Encontrei no site da Wikipédia a definição abaixo sobre sustentabilidade
Sustentabilidade é a habilidade de sustentar ou suportar uma ou mais condições, exibida por algo ou alguém. É uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo. Ultimamente este conceito, tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras, o que requereu a vinculação da sustentabilidade no longo prazo, um "longo prazo" de termo indefinido, em princípio.
Sustentabilidade também pode ser definida como a capacidade do ser humano interagir com o mundo preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras. É um conceito que gerou dois programas nacionais no Brasil. O Conceito de Sustentabilidade é complexo, pois atende a um conjunto de variáveis interdependentes, mas podemos dizer que deve ter a capacidade de integrar as Questões Sociais, Energéticas, Econômicas e Ambientais.
O princípio da sustentabilidade aplica-se a um único empreendimento, a uma pequena comunidade (a exemplo das ecovilas), até o planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja:
O termo "sustentável" provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). Segundo o Relatório de Brundtland (1987), o uso sustentável dos recursos naturais deve "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas".
Evitando ser eco-chata pergunto:
Será que as ordens não estão invertidas????
A tranqüilidade e decisões sensatas são resultados da sustentabilidade ou são a sua origem?
A prioridade não deveria ser pela moralização das relações humanas?
Sem relações humanas responsáveis, generosas, não-oportunistas e honestas não há como falar em sustentabilidade.
Preconceitos, divergências, falta de liberdade, corrupção, fobias contra diferenças , loucuras egoístas vão impedir sempre a verdadeira sustentabilidade.
No mínimo filosofia e sustentabilidade deveriam andar paralelamente.
Tudo começa pelo respeito: nas nossas relações com os outros, com o lixo , com o consumo, com a direção responsável, com o descarte do que não é usado, com o mundo que nos cerca de perto.
Em que filosofia você se norteia para incentivar a sustentabilidade? Ela é coerente com as tuas ações ou fora-da-realidade?
Tudo que discursamos só tem valor quando praticamos, ou pelo menos, tentamos praticar.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
No fim do pacote das bolachinhas
As expressões variam:
Última bolachinha recheada do pacote
A última coca-cola do deserto
Ararinha azul em extinção
A gente “se achando” os insubstituíveis....
E você deve conhecer ainda outras...
E quantas vezes essa é a sensação quando nos sentimos atacados ou “feridos”.
Aqueles momentos em que vem aquela idéia ridícula: “ como ele(a) acha que tem o direito de me tratar assim?!!!!!”
Como o motorista de trás tem a coragem de buzinar no amarelo????
Ou aquela vontade de alertar:”sabe com quem está falando?”
Aqueles momentos em que o mundo deveria girar a nossa volta; de nós e de do astro rei Sol......
Quando será que começamos a criar o auto-engano ridículo que somos o centro do mundo????? Como será que os pais ensinam isso a seus filhos?????como será que os filhos aprendem isso de seus pais?????
Aprender que não somos, nem nunca fomos o centro do mundo, alivia bastante a necessidade de fazer o papel de ser o centro do mundo.
Pensar que todos estão me olhando, dando importância à minha vida ou me sentindo mais importante do que realmente sou é bem pesado:
como se o mundo me devesse a felicidade e a tranqüilidade.
Precisar acompanhar ansiosamente todas as novidades, ter opinião sobre tudo, conhecer os lugares descolados, saber lidar com andróides, nuvens, I-pads, I-pods da Terra, ver todos os últimos lançamentos de filmes e sorrir.....sorrir sempre como se fossemos viver para sempre jovens e brilhantes.
E.... como ninguém consegue....que solidão, quanto drama.....inútil.
Acredito que já bem bastaria viver cada dia no seu dia, cada coisa desse dia no seu tempo.
Domingo o violonista menino-genio Iamandú Costa no encerramento do Jazz Festival de Santos começou seu show avisando:
“mais uma vez vamos fazer lindamente este espetáculo como se fosse o último”
E assim deveria ser viver cada dia: como se fosse o último e quiséssemos deixar boas lembranças.
Apenas isso.... sem precisar se sentir especial, porque.....não somos.
Uma tarde com meditação e mantras
uma tarde onde vamos conversar sobre introdução à meditação e, desta vez com MANTRAS :
O que é
Para o que serve
Diferentes formas
Como utilizar com a repetição dos mantras
“A busca pela compreensão do funcionamento da mente humana é tão antiga quanto a humanidade. A prática da meditação proporciona um meio intuitivo e simples, embora profundo, de obter essa compreensão mediante a observação do nosso mundo e de nós mesmos. Sentar em meditação e permitir que imagens mentais, conceitos e emoções surjam para desaparecer em seguida leva à verdadeira descoberta da formação de nossa psique. Dessa maneira, o mundo dos pensamentos e o mundo da ação se interligam, possibilitando a observação direta da nossa experiência, sem disfarces conceituais.
....
Na pratica da meditação o sagrado e o profano se confundem; nossa experiência é vista como a base de tudo o que é real.
.......
A introdução e aplicação da meditação ao nosso mundo cotidiano de ação mostram-nos a possibilidade de viver saudavelmente as nossas vidas, compreendendo-nos a nós mesmos e demonstrando compaixão para com os demais.”
Ed. Cultrix sobre a obra de “Meditação na ação” de Chogyan Trungpa
Os MANTRAS, são princípios ativos que despertam potenciais que todos carregamos.
Nesta tarde vamos conhecer alguns, compreender o significado, cantar juntos suas sabedorias e beleza.
Dia 1º de Julho, domingo – 14h às 18h em Santos
reservas e mais informações escreva para mariahelena@netguest.com
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Por falar em pontualidade...
Um dos objetivos nos estudos do Budismo é aliviar a rigidez das crenças pessoais ou, pelo menos, questiona-las.
Aí fico pensando na questão da pontualidade. Será que exagero na expectativa de ser pontual e esperar pontualidade ?
Vamos pensar juntos:
Será que, no excesso de atribuições com que vivemos, é pedir demais para que os horários sejam respeitados? Como fazer para que quem cumpre seus compromissos não seja prejudicado?
Não sei se pelo meu ascendente astrológico que é virgem, se pela criação e exemplos de meus pais, pela formação escolar no semi-internato, pontualidade para mim é prioridade, é um dos atributos importantes quando escolho programas, amizades, cursos e outros serviços.
Precisei até trabalhar (internamente) para aprender a manter o bom humor com atrasos e “pegar mais leve”,mas nem sempre consigo a delicadeza que gostaria de ter.
Pontualidade, embora nem sempre seja algo prioritário na cultura brasileira, parece ser um habito que organiza as ações e um bom indicativo do tipo de comportamento.
Por que será que algumas pessoas, até prestativas, conseguem se “enrolar” de tal forma que dificilmente chegam no horário desejado? Existem até aquelas que são viciadas nos atrasos.
Durante as 2 visitas que acompanhei de SS Dalai Lama, ele não se atrasou em nenhuma atividade, mesmo circulando de carro por São Paulo e comparecendo a auditórios em diferentes localidades da cidade...... espantoso!!!!
O hábito da pontualidade depende da noção de saber o que cabe nas nossas horas, com folga; para que assumir mais compromissos do que o tempo disponível, para provar o que , para quem?????
Então... pontualidade está ligada à administração do tempo e da capacidade de se movimentar no espaço.
Você já observou que quem é pontual costuma ser um bom pagador também???? Uma pessoa com quem se pode contar quando promete, que paga suas contas nos dias certos.
Então...resumindo: pontualidade é uma postura na vida que espelha muito de nós mesmos, está ligada a tempo, uso do dinheiro, planejamento dos movimentos, reconhecimento das capacidades pessoais, cumprimento de prazos e, principalmente, respeito com solidariedade aos que convivem conosco.
Sendo assim você pode imaginar a importância do campo de energia que é gerado pela pontualidade e como isso é importante na construção de relações confiáveis.
Não que isso seja garantia que tudo vai dar certo, mas que ajuda, ajuda muito!!!!!!
Talvez até seja nossa contribuição possível para construir um Brasil mais confiável, pontual nas suas promessas e menos corrupção. A pontualidade começa perto de nós, na nossa casa, no trabalho que fazemos, nas relações que tecemos e vai se expandindo em todas as direções.
Obs.:Leia-se corrupção como falta de respeito aos impostos que pagamos para garantir a ordem e a liberdade do país em que vivemos.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
O medo da pressa
Onde está o medo da pressa?
Parece que o dia está mais curto do que todas as atividades que queremos fazer.
Então a questão é: por que queremos fazer tanta coisa e preencher a vida com tantas possibilidades ou
para que queremos fazer tanto?
Uma amiga, a Bia, diz que ela se sente como aqueles ratinhos hamsters que ficam rodando rodas nas gaiolas sem nunca chegar ao ponto final.
Na verdade esses ratinhos não percebem que não vão chegar a lugar nenhum, mas nós....nós sabemos onde tudo vai terminar.....
Outro dia ouvi um Mestre citar uma frase comum no Tibet: apresse-se devagar.
Com um olhar bem-humorado é divertido realizar varias coisas e colorir a vida, o desagradável é se sentir pressionado e apressado pelas cobranças, nossas e dos outros.
E aí me pergunto: qual o medo que me faz sentir apressada?
Será o medo de me sentir preguiçosa frente a uma vida tão curta?
Será que criei expectativas demais sobre o que é dar um sentido à vida?
Será que é o medo da aposentadoria?
Será para aparecer?
Nenhuma resposta me convence.
Mas quando entendo que medo é a necessidade de controlar os resultados, fica mais claro porque me apresso:
quero que a vida traga determinados resultados , quero controlar a vida, quero garantias,
ou seja,
quero brincar de CRIADOR UNIVERSAL....
é aquela cena de manicômio......
um(a) hamster alucinado(a) acreditando que vai controlar todas as possibilidades, cumprir todas as tarefas e ganhar a marotona da vida..... de dentro da sua gaiola.
Tudo bem ser agitado, pode ficar até divertido....mas sem drama.
Ser agitado com bom-humor e alegria tá valendo.
Porque afinal...tudo é apenas uma bolha prestes a estourar e surgir outra.
E vamos combinar: nada de apressar os outros!!!!!
Aliás:
Você está na turma dos apressados ou....
Dos que se sentem apressados pelos outros?
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